Líder do governo na Câmara, Ricardo Barros diz que governo respeitará o teto de gastos

O integrante do Centrão disse, ainda, que o governo é apoiado por uma coalizão de partidos, e precisa articular para criar maiorias, além de incluir os programas partidários de cada legenda do grupo nas ações do Executivo.

Luiz Calcagno
postado em 18/08/2020 19:14
 (foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)
(foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)

O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) fez o primeiro discurso como líder do governo na Câmara na sessão desta terça-feira (18/8). Ele pediu auxílio de todos os partidos para construir consensos, e destacou que o governo vai respeitar o teto de gastos e as medidas de ajuste e equilíbrio fiscal. O integrante do Centrão disse, ainda, que o governo é apoiado por uma coalizão de partidos, e precisa articular para criar maiorias, além de incluir os programas partidários de cada legenda do grupo nas ações do Executivo.


Barros começou pedindo “franqueza” e “lealdade” para os colegas. “Lealdade é uma virtude que todo ser humano precisa. Se não tiver lealdade, não precisa ter nenhuma outra”, disse. Destacou que assume como líder do governo, mas que também foi vice-líder dos governos Lula e Temer. “O sentido é dar governabilidade. Nosso sistema é presidencialismo de coalização. Exige articulação”, afirmou. ““Uma articulação de coalizão com a participação e inclusão dos programas partidários de cada partido da coalizão nas ações de governo”, completou.


O líder do governo na Câmara destacou que o governo atuará, no próximo ano, dentro do orçamento previsto. “Janeiro de 2021, temos um orçamento regular, teto de gastos, ajuste fiscal, e vamos respeitar a diretriz de equilíbrio fiscal. Quando falamos que a taxa Selic saiu de 7% para 2%, falamos em R$ 400 bi que deixamos de pagar de juros para rolar a dívida. E vem para saúde, educação, infraestrutura, geração de empregos. E foi o teto de gastos e o compromisso com ajuste fiscal”, disse.


“É isso que vai acontecer. Discussão sobre fura teto? Não tem fura teto. Vem um crédito com remanejamento de recurso de outras áreas. Não é recurso a mais. E vamos apreciar esse crédito na casa para que haja investimento sim, nos ministérios do Desenvolvimento Regional, da Infraestrutura, Turismo, o que é necessário para gerar empregos e para que nós possamos dar aos brasileiros um Brasil melhor. E sei que esse é o compromisso de todos os parla dessa casa”, afirmou.

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