Renda Brasil

Guedes mira nos mais ricos para poder criar "programa social robusto"

Inicialmente, Guedes havia sugerido o remanejamento de recursos de programas sociais já existentes, como o abono salarial, para bancar o Renda Brasil. Porém, Bolsonaro não só vetou essa possibilidade, criticando publicando a ideia de Guedes; como pediu para a equipe econômica elevar o valor do benefício dos R$ 247 propostos pelo ministro para cerca de R$ 300

Marina Barbosa
postado em 02/09/2020 06:00
 (foto: Evaristo Sa/AFP)
(foto: Evaristo Sa/AFP)

Após ter ouvido do presidente Bolsonaro que não seria possível “tirar dos pobres para dar aos paupérrimos” a fim de financiar o Renda Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já admite a possibilidade de usar recursos que hoje estão nas mãos dos mais ricos para poder criar um “programa social robusto”.


Inicialmente, Guedes havia sugerido o remanejamento de recursos de programas sociais já existentes, como o abono salarial, para bancar o Renda Brasil. Porém, Bolsonaro não só vetou essa possibilidade, criticando publicando a ideia de Guedes; como pediu para a equipe econômica elevar o valor do benefício dos R$ 247 propostos pelo ministro para cerca de R$ 300. Guedes admitiu nesta terça-feira (1º/9), então, que vai “ter de buscar dinheiro em outro lugar”.


“Se não houver o uso de recursos que estão com o andar de cima, não vamos conseguir reforçar o andar de baixo. Isso vai ser revisitado”, afirmou Guedes. O ministro disse, então, que a discussão do Renda Brasil vai precisar ser contemplada pelos debates da reforma tributária e da PEC do Pacto Federativo. “Para ter uma base mais ampla e tentar tornar um programa mais robusto, precisamos de um pouco mais de fôlego fiscal”, avisou Guedes. Especialistas têm dúvidas, contudo, da chance de aprovação dessas medidas.


Durante audiência pública no Congresso, Guedes procurou fazer as pazes com o Senado, que cobrou explicações sobre a fala em que o ministro disse ter sido um “crime” a derrubada do veto que congelava o salário dos servidores públicos até 2021. Ele pediu que a declaração não fosse entendida como uma ofensa, porque representava apenas o “lamento” e a “decepção”.

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