Governo

Irmão de Weintraub deixa governo para assumir função na OEA

Arthur Weintraub era assessor especial da Presidência da República. Ele vai ocupar cargo de confiança na Organização dos Estados Americanos

Augusto Fernandes
postado em 15/09/2020 20:42
 (crédito: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
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(crédito: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados )

O irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub e assessor especial da Presidência da República, Arthur Weintraub, anunciou nesta terça-feira (15/9) que vai deixar o governo federal para trabalhar na Organização dos Estados Americanos (OEA).

Em um vídeo publicado nas redes sociais do presidente Jair Bolsonaro, Arthur se despediu do chefe do Executivo e confirmou a ida para a OEA, onde será secretário de Acesso a Direitos e Equidade, um cargo de confiança.

"Estou triste porque vou deixar o cargo de assessor do presidente Bolsonaro. Quero dizer para ele que foi uma honra, de coração, foi uma honra ter trabalhado para o senhor, essa oportunidade que o senhor me deu", disse Arthur a Bolsonaro.

O presidente enalteceu Arthur e agradeceu o apoio que recebeu dele antes das eleições de 2018. "Dois anos antes das eleições, o Arthur e seu irmão acreditaram na gente. Fizemos uma viagem ao Japão, Coréia do Sul e Taiwan, também conversamos muito em um momento em que quase ninguém acreditava na gente e tivemos o sucesso da eleição", disse.

A saída de Arthur do governo Bolsonaro era especulada desde que o irmão dele deixou o comando do Ministério da Educação, em junho deste ano. À época, Abraham deixou o Brasil às pressas e foi para Washington (Estados Unidos), para trabalhar no Banco Mundial.

Arthur deve seguir o trajeto do irmão, visto que a sede da OEA fica na capital dos Estados Unidos. Ao saber da informação, Abraham comemorou nas redes sociais. "Vou rever meu irmãozinho! Finalmente ele está chegando!", escreveu.

Função

Segundo a OEA, a missão da Secretaria de Acesso a Direitos e Equidade (Sade) é "promover a agenda da equidade na região e apoiar os Estados membros nos seus esforços para monitorar os quadros normativos regionais que consagram direitos".

Arthur terá como obrigação, de acordo com a organização, "implementar políticas públicas e programas que geram o gozo desses direitos e uma maior inclusão e equidade, e, em geral, promover e facilitar o pleno gozo dos direitos dos cidadãos e cidadãs das Américas, em coordenação com medidas destinadas a reforçar a democracia, a segurança multidimensional e o desenvolvimento integral".

Ainda conforme a OEA, "a Sade prioriza os esforços que têm a equidade como objetivo, a inclusão social como processo, e a promoção do pleno gozo dos direitos humanos como estratégia".

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