Eleições no Congresso

Barros: Executivo não fará articulação em eleições da Câmara e do Senado

Líder do governo na Câmara, o deputado afirmou que todos os candidatos viáveis para a presidência das Casas seguem a pauta econômica do Executivo

Luiz Calcagno
postado em 17/09/2020 14:06 / atualizado em 17/09/2020 14:09
 (crédito: Matheus Oliveira/Divulgação - 31/10/17)
(crédito: Matheus Oliveira/Divulgação - 31/10/17)

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou nesta quinta (17/9) que o governo não pretende interferir nas eleições da Câmara ou do Senado. Segundo ele, o governo não corre o risco de uma eleição com candidatos descompromissados com a agenda econômica reformista. Barros falou em uma live da Necton investimentos e também elencou as pautas mais importantes para o Executivo, o Pacto Federativo e as reformas tributária e administrativa.

“O governo não interfere na eleição da Câmara ou de outro poder. Não haverá articulação em favor desse ou daquele candidato. É um voto secreto e todo os parlamentares têm o direito de se inscrever para a presidência da Câmara. Nós esperamos que haja entendimento. Mas, de todos os candidatos que se apresentam, nenhum oferece risco à pauta reformista que a sociedade brasileira exige nesse momento” afirmou.

Reeleição

Sobre a jornada do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em busca da reeleição, Barros afirmou que isso dependerá da decisão do STF. Ele disse que, por meio de PEC, as possibilidades são baixas e, mais uma vez, destacou que o governo não vai interferir. “Como, no Senado, 10 senadores já apresentaram rejeição, e uma PEC tem um tempo longo de tramitação, com comissão especial, votação em dois turnos e o mesmo trâmite na outra casa. Uma PEC que não é unanimidade não tem essa velocidade”, explicou.

“Será preciso uma interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legislatura do Senado. Um senador atua em duas legislaturas. A legislatura é de quatro anos por conta do mandatos da Câmara. O ministro poderia atentar à interpretação que o senador poderia se reeleger nos primeiros quatro anos. É uma interpretação nova que pode ser colocada. Não posso dissociar minha opinião da opinião do governo, e eu não vou opinar. É uma decisão do governo”, destacou Ricardo Barros.

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