Marco Aurélio: aguardemos

Correio Braziliense
postado em 03/10/2020 21:55 / atualizado em 03/10/2020 21:56

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não atender uma ligação do desembargador Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a vaga que será aberta com a aposentadoria do decano da Corte, Celso de Mello.

Kassio entrou em contato com o gabinete do magistrado, que informado por sua equipe, achou por bem não atender o telefonema. “Ele entrou em contato com o gabinete querendo me falar ao telefone. Mas aí eu ponderei que é interessante aguardamos a nomeação, e não nos falamos. E eu não conheço o candidato, nem o perfil dele como julgador" disse Marco Aurélio ao Correio.

De acordo com o ministro, não haverá nenhum tipo de resistência ao desembargador quando ele for aprovado pelos parlamentares e assumir a vaga. “Nomeado, o receberei de braços abertos, não há a menor dúvida. Enquanto isso, não dá pra ele começar a tomar pé das coisas no Supremo”, completou Marco Aurélio. Com a aposentadoria do ministro Celso de Mello, o colega de plenário, Marco Aurélio, passa a ser o decano do Tribunal, ou seja, o magistrado a mais tempo no Supremo.

Nos bastidores da Corte, gerou desconforto a indicação de Kassio antes da oficialização da aposentadoria do ministro Celso.

Um dos incomodados é o presidente do STF, Luiz Fux. Ele ficou contrariado após o Executivo consultar os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, antes da indicação. Ambos são ex-presidentes do STF. (RS)

 

Suspenso inquérito contra advogados

O ministro Gilmar Mendes suspendeu, ontem, as investigações que apuram supostas irregularidades no Sistema S. Entre os alvos das diligências estão os advogados Frederick Wassef, que atuou para a família do presidente Jair Bolsonaro, Ana Tereza Basílio, que defende o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e Cristiano Zanin Martins, que representa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Gilmar destacou que existem indícios de que autoridades com foro estão na mira das diligências. O Ministério Público Federal aponta que R$ 121 milhões teriam sido desviados.

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