Senado

Filho de senador flagrado com dinheiro na cueca pode assumir cargo do pai

Em caso de afastamento por mais de 120 dias, quem tem direito à cadeira é o administrador Pedro Arthur Rodrigues, também filiado ao DEM e primeiro suplente de Chico Rodrigues

Bruna Lima
postado em 16/10/2020 13:16
Registro de Pedro Arthur na Justiça Eleitoral -  (crédito: Reprodução/TSE)
Registro de Pedro Arthur na Justiça Eleitoral - (crédito: Reprodução/TSE)

A iminência de afastamento do senador Chico Rodrigues, investigado pela Polícia Federal por suposto envolvimento em desvios de verbas parlamentares destinadas ao combate à covid-19, abre possibilidade de que o filho do próprio parlamentar assuma os trabalhos do pai. O administrador Pedro Arthur Rodrigues, 41 anos, também filiado ao DEM, é o primeiro suplente à cadeira.

Sem experiência na vida política, Pedro Arthur pediu o registro da candidatura ao suplente do pai em 2018. Ele não concorreu a nenhuma eleição anterior. Para que Pedro Arthur assuma a vaga, será necessário que Chico Rodrigues fique afastado por mais de 120 dias, de acordo com as regras do regimento interno do Senado.

Por enquanto, a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) é de afastamento por 90 dias. Durante esse período, a cadeira ficaria "vaga", até nova decisão. A Polícia Federal chegou a pedir a prisão preventiva do senador, após encontrar aproximadamente R$ 15 mil escondidos entre as nádegas do investigado, mas o pedido foi negado.

As buscas e apreensões ocorreram nesta quarta-feira (14/10) no âmbito da operação Desvid19, que investiga um esquema de desvio de verbas públicas destinadas ao combate à pandemia da covid-19 em Roraima. Segundo as apurações da PF, foram desviados cerca de R$ 20 milhões em emendas parlamentares. Apesar de terem sido feitas buscas na casa de Pedro Arthur, não há, por hora, indícios de envolvimento do filho no suposto esquema de desvio.

 

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