Operação para salvar mandato

Sarah Teófilo
postado em 21/10/2020 06:00

A decisão pelo pedido de licença do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), por 121 dias, além de ser uma tentativa de evitar uma derrota no Supremo Tribunal Federal (STF), que impactaria no Senado, busca ainda esfriar o assunto no país, mantendo a possibilidade de o parlamentar salvar o mandato.

O caso está com o Conselho de Ética da Casa, que não tem se reunindo devido a uma resolução da mesa diretora que suspendeu os trabalho em decorrência da pandemia. O presidente do Conselho, Jayme Campos (DEM-MT), afirmou que cabe à mesa diretora revogar a resolução, para que os trabalhos do grupo possam retornar.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ressaltou, ontem, que a decisão sobre o retorno das comissões permanentes, incluindo o Conselho de Ética, ficará para novembro. “Já falei em outras oportunidades que para movimentar essa estrutura gigantesca é preciso da colaboração de servidores, assessores, funcionários. E todo o tempo, a preocupação dos senadores foi em relação à vida das pessoas”, justificou. “Então, eu não posso, por uma conveniência ou não de um assunto ou outro, decidir sozinho isso.”

Ainda que o Conselho de Ética retornasse, Jayme Campos já frisou que a análise seria por ordem cronológica, ou seja, analisaria os outros casos que já estão na fila antes do de Rodrigues.

Líder da minoria, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) avaliou que há uma tentativa de “esfriar” o caso. O senador considerou lamentável o possível desfecho do episódio, se, de fato, não houver a análise por parte do Conselho. Os partidos Rede Sustentabilidade e Cidadania protocolaram o pedido de perda de mandato do senador no Conselho.

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