OPERAÇÃO

PGR reforça equipe da Lava-Jato em Curitiba com quatro procuradores

Apesar do aumento nas equipes, procuradores destacados para as investigações permanecerão em seus estados de origem

Renato Souza
postado em 26/10/2020 20:16
 (crédito: Divulgação/MPF)
(crédito: Divulgação/MPF)

A Procuradoria-Geral da República destinou quatro procuradores para reforçar a equipe da operação Lava-Jato, em Curitiba, nesta segunda-feira (26/10). De acordo com a entidade, os novos indicados não devem mudar de cidade e a intenção é que acumulem experiência para aplicar em seus estados de origem.

De acordo com a PGR, passam a compor a equipe de Curitiba: Filipe Andrios Brasil Siviero, Leonardo Gonçalves Juzinskas, Paulo Henrique Cardozo e Ramiro Rockenbach da Silva Matos Teixeira de Almeida, lotados, respectivamente, nas procuradorias da República em Erechim (RS), São João de Meriti (RJ), Oiapoque (AP) e Sergipe. Eles passam a trabalhar com Alessandro José Fernandes de Oliveira, titular do 15º Ofício da Procuradoria da República no Paraná e procurador natural da operação.

Além das novas indicações para a capital paranaense, o procurador da República João Paulo Beserra da Silva, lotado na Procuradoria da República em Jequié (BA), passa a atuar em conjunto com a procuradora da República Mirella de Carvalho Aguiar, nas investigações da operação Postalis, em Brasília.

Polêmicas

O reforço nas equipes ocorre após uma temporada de polêmicas entre os procuradores de Curitiba e a PGR, após visita da subprocuradora Lindora Araújo, braço direito do procurador-geral da República, Augusto Aras, que solicitou informações da Lava-Jato no estado. O tema foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), e gerou uma crise dentro do Ministério Público.

Apesar dos reforços, nos bastidores da Lava-Jato corre que as mudanças, na verdade, seriam abertura de caminho para desmobilização das forças-tarefas, no primeiro semestre do ano que vem. A PGR usaria como argumento que tem troca de intercâmbio suficiente para iniciar novas investigações do tipo, se necessário, e apurar novos casos de corrupção com modus operandis parecido com o da ação que desbaratou o esquema de corrupção na Petrobras e suas subsidiárias.

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