Orçamento, só em 2021, diz Mourão

Correio Braziliense
postado em 10/11/2020 00:49

O vice-presidente Hamilton Mourão disse, ontem, que o Orçamento de 2021 não deve ser votado neste ano. Ao ser questionado sobre a possibilidade de manter, por mais um tempo, o pagamento do auxílio emergencial, o general admitiu que não fechar 2020 com a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pode acarretar, também, a redução da nota do Brasil pelas agências de classificação de risco.

“Tudo indica que nós não vamos votar o Orçamento neste ano, o que será um problema e, provavelmente, vai levar a uma queda na nossa avaliação pelas agências de rating. E nós vamos ter o Orçamento só para abril do ano que vem. Ou seja: vamos ficar três, quatro meses, só podendo gastar 1/18 daquilo que está previsto, planejado para o Orçamento”, avisou, em transmissão ao vivo, promovida pelo banco Itaú. Ele destacou que, até o momento, o Congresso não conseguiu “colocar em pé a Comissão Mista de Orçamento (CMO)” — por conta, sobretudo, da disputa entre o Centrão e o grupo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) pela sua sucessão ao comando da Casa, cuja eleição será em 1º de fevereiro.

Para Mourão, uma solução para o fim do auxílio emergencial seria ampliar o Bolsa Família e reduzir gastos em outras áreas.

O Congresso ainda não votou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, que antecede a votação da LOA — quando fica delimitado o Orçamento do país para o próximo ano. (ST)

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