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Após Bolsonaro falar em pólvora, memes de guerra contra os EUA explodem nas redes

Presidente disse que somente a diplomacia pode ser insuficiente para contornar a situação da Amazônia, com a eleição de Joe Biden, sem citar seu nome

Correio Braziliense
postado em 11/11/2020 10:44 / atualizado em 11/11/2020 10:54
 (crédito: Evaristo Sá/AFP)
(crédito: Evaristo Sá/AFP)

O presidente Jair Bolsonaro gerou uma forte resposta, em forma de memes, após dizer que apenas uma solução diplomática poderia não ser suficiente para lidar com as ameaças de barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos em caso de descontrole de queimadas na Amazônia. O presidente do Brasil disse que "quando acaba a saliva tem que ter pólvora" e ainda alegou que não precisaria necessariamente fazer uso do artifício, mas "mostrar que tem" (poderio bélico).

A fala do chefe do Executivo ocorreu em cerimônia no Planalto e veio em resposta à pressão internacional do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden. "Assistimos há pouco um grande candidato à chefia de Estado dizendo que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele vai levantar barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que podemos fazer frente a tudo isso? Apenas pela diplomacia não dá", emendou, sem citar o nome de Biden.

A internet rapidamente reagiu com uma enxurrada de memes sobre um possível embate militar entre os dois países.

 


Presidente da Câmara também reagiu

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também reagiu no Twitter às falas do presidente da República. "Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação, temos mais de 160 mil mortos no País, uma economia frágil e um Estado às escuras. Em nome da Câmara dos Deputados, reafirmo o nosso compromisso com a vacina, a independência dos órgãos reguladores e com a responsabilidade fiscal. E a todos os parentes e amigos de vítimas da covid-19 a nossa solidariedade", escreveu ele em duas postagens no Twitter.

No posicionamento, Maia se referiu também a fala de Bolsonaro, em cerimônia no Planalto, de que o Brasil precisa deixar de ser "um país de maricas" e enfrentar a doença (covid-10). "Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um  dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas", disse. Para completar, chamou a imprensa de "urubuzada".

Pura coincidência

Pouco tempo depois da declaração do presidente Jair Bolsonaro, uma reação chamou a atenção das redes. O embaixador norte-americano no Brasil, Todd Chapman, postou um vídeo mostrando a dimensão dos fuzileiros navais dos Estados Unidos. Na mensagem, ele fala do destacamento na embaixada e consulados e põe em evidência a diplomacia e a relaçaõ bilateral mantida com o Brasil. A coincidência da postagem e do discurso não passou despercebida e os comentários, já evocando guerras, se dividem entre os que "se desculpam" pela fala de Bolsonaro e os que dizem querer "lutar ao lado dos EUA" nesse cenário. Mesmo postado ao final do dia, oficialmente, o embaixador estava dando "feliz aniversário" à corporação dos fuzileiros navais.

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