COVID-19

Bolsonaro defende que indivíduos devem decidir se tomam ou não vacina da covid

Em discurso no G20, o presidente disse que não se pode aceitar ataques à liberdade do indivíduo

Ingrid Soares
postado em 21/11/2020 12:26
 (crédito:  Alan Santos/PR)
(crédito: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã deste sábado (21/11), durante reunião do G20, presidida pela Arábia Saudita, que o governo “defende a liberdade individual de cada indivíduo” para decidir se receberá ou não a vacina contra a covid-19.

Segundo o chefe do Executivo, não se pode aceitar ataques à liberdade do indivíduo. “Defendemos a liberdade de cada indivíduo para decidir se deve ou não tomar a vacina. A pandemia não pode servir de justificativa para ataques às liberdades individuais", apontou.

Bolsonaro disse ainda que o Brasil se soma aos esforços internacionais para a busca de vacinas eficazes e seguras contra a covid-19, bem como adota o tratamento precoce no combate à doença.

Superação

Segundo o mandatário, o país está superando a doença. “Juntos, estamos superando uma das mais graves crises sanitárias da história recente. Estamos vencendo as incertezas, as dificuldades logísticas e, inclusive, a desinformação”.

O presidente ressaltou ainda as ações do governo em relação à pandemia, como o auxílio emergencial e ajuda aos municípios. “As medidas tomadas pelo nosso governo atenderam mais de 65 milhões de brasileiros com um auxilio emergencial. Com socorro a mais de 400 mil pequenas e médias empresas, preservamos cerca de 12 milhões de postos de trabalho. Também injetamos vultosos recursos nos estados e municípios e, desta forma, reduzimos os índices de pobreza. Com essas medidas, garantimos a sobrevivência e a dignidade de milhares de famílias brasileiras, justamente as mais necessitadas.”

Bolsonaro completou que os esforços citados contribuíram para “assegurar a devida liquidez aos mercados e conferir alívio fiscal aos países mais vulneráveis. Evitamos, dessa maneira, que os efeitos da pandemia fossem ainda mais devastadores”.

Por fim, o presidente lamentou que a reunião não pudesse ocorrer presencialmente, mas afirmou que a distância não tem prejudicado o andamento das conversas e acordos. “À medida que a pandemia é superada no Brasil, a vida das pessoas retorna à normalidade e as perspectivas para a retomada econômica se tornam mais positivas e concretas. Por isso, queremos dar continuidade ao programa de reformas estruturais para fortalecer e estimular ainda mais o crescimento sustentado do Brasil”, concluiu.

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