Pandemia

"Eu não chutei nada", diz Bolsonaro sobre recomendações na pandemia

O presidente disse que, apesar de ter ido contra todas as recomendações das autoridades de saúde, tudo que falou foi baseado em estudos

Thays Martins
postado em 26/11/2020 19:52 / atualizado em 26/11/2020 19:53
 (crédito: Facebook/ reprodução )
(crédito: Facebook/ reprodução )

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar as medidas feitas para tentar controlar a pandemia de covid-19. Em live na noite desta quinta-feira (26/11), o presidente disse que tudo que falou desde o inicio da pandemia foi estudado. Por diversas vezes, o presidente foi contra as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), como o isolamento social, o uso de máscara e a recomendação para tomar hidrocloroquina. "Eu costumo dizer que eu não chutei nada, eu estudei", afirmou. 

Bolsonaro voltou a defender o uso da hidrocloroquina, mesmo com diversos estudos já tendo comprovado que o remédio não tem eficácia no tratamento da covid-19. "Zombaram de mim, me chamaram de capitão cloroquina,  mas não apresentavam alternativa. A hidrocloroquina foi usada há mais de 50 anos no Brasil. Quando fui acometido, disseram que eu tomava porque por duas vezes por dia eu fazia eletrocardiograma. Mentira", disse. "Eu não quero me vangloriar. Era ciente da minha responsabilidade", completou. 

O presidente também insinuou que o uso de máscara não teria eficácia para evitar a doença. Diversos estudos atestam que a máscara é uma medida que reduz os riscos de infecção e é uma das recomendações da OMS para conter o avanço da doença. "A questão da máscara... não vou falar muito, porque ainda vai ter um estudo sério falando sobre a efetividade da máscara. O último tabu a cair", disse.  Em diversos eventos públicos, Bolsonaro tem aparecido sem o uso da proteção facial, mesmo sendo lei sancionada por ele. 

O presidente aproveitou para comentar sobre o segundo turno das eleições, que será neste domingo (29/11). A maioria dos candidatos apoiados por Bolsonaro perdeu ainda em primeiro turno. Dos seis apoiados  a prefeituras de capitais somente Capitão Wagner (Pros), em Fortaleza, e Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio de Janeiro, ainda estão na disputa. "Tem prefeitos que já estão falando em novo lockdown. Agora é tarde para prefeito que foi reeleito, o que tá na cabeça dele, eu fiz certo, vou fazer de novo. Pode mudar isso onde tem segundo turno. Da tempo de você ver isso. Ver o partido que ele está e o partido que ele está coligado", afirmou.

Sem citar nomes de candidatos que está apoiando no segundo turno, Bolsonaro ainda falou sobre a situação de São Paulo. Na cidade, estão no segundo turno Bruno Covas (PSDB), aliado de João Doria (PSDB) adversário político do presidente, e Guilherme Boulos (PSol). "Em São Paulo, meu candidato perdeu. O Covas declarou que não voltou em mim no segundo turno, então ele voltou no Haddad, e outro cara do PSol é conhecido. Não vou dar dica", declarou.

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