COVID-19

"Se algum de nós extrapolou ou exagerou foi no afã de buscar solução"

Presidente Bolsonaro adotou um tom ameno nesta quarta-feira (16/12), falou em união e que o Brasil vislumbra a bonança. Segundo ele, a pandemia está próxima ao fim

Ingrid Soares
postado em 16/12/2020 11:44 / atualizado em 16/12/2020 12:41
 (crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
(crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro adotou um tom ameno nesta quarta-feira (16/12) ao discursar durante cerimônia do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a covid-19, que ainda não possui data específica para ser aplicado, no Palácio do Planalto. Segundo o chefe do Executivo, que vem tecendo críticas às medidas adotadas pelos governadores e minimizando os casos da doença, se houve "extrapolações ou exageros", foi no intuito de encontrar uma solução para o problema da pandemia que assola o mundo. O mandatário também falou em união.

"É um momento muito feliz para todos nós brasileiros. Senhores governadores, é uma honra recebê-los aqui. Outros que não comparecerem com certeza foi por motivo de força maior, mas a grande força que todos nós demonstramos agora é a união para buscar a solução de algo que nos aflige há meses. Se algum de nós extrapolou ou até exagerou foi no afã de buscar solução. Realmente, nos afligiu desde o início. Não sabíamos o que era esse vírus como ainda não sabemos em grande parte. Nós todos, irmanados, estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta para nos livrarmos desse mal que é o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19", declarou.

Bolsonaro disse ainda que o Brasil vislumbra a bonança e que a pandemia está próxima ao fim. "Obviamente, momentos difíceis todos nós vivemos, mas depois da tempestade, a bonança, é isso que vislumbra no horizonte do Brasil. São 27 governadores com um só propósito, o bem comum, a volta à normalidade. Muitas pessoas trabalharam nesse objetivo. A grande maioria anônima, mas foi essencial para chegarmos a esse dia", apontou.

O presidente agradeceu ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e a parlamentares pelo empenho.

"Rendo minhas homenagens aqui ao nosso ministro Pazuello que capitaneou essa liderança. Dizer a todos brasileiros, todos aqui têm responsabilidade. Também senhores de deputados e senadores que nos ajudaram e muito nos momentos que precisávamos de uma urgência para votar projetos para socorrer estados e municípios na busca de solução para esse problema. Vocês foram excepcionais no trato dessa questão".

Nas mãos da Anvisa

Bolsonaro defendeu que a decisão sobre qual vacina será aplicada nos brasileiros está nas mãos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Estamos tratando de vidas. Temos a Anvisa que sempre foi referência para todos nós e continua tendo uma participação fundamental na decisão de qual vacina deve ser dada de forma gratuita e voluntária para todos os brasileiros; e eu rendo aqui também minha homenagem ao presidente da Anvisa, Antonio Barra, pessoa competente e dedicada que não mede esforço para buscar solução para tudo isso".

Por fim, o mandatário apelou a Deus e voltou a afirmar que a "solução está por vir". "Peço a Deus que estejamos certos. A solução está por vir e aguardamos, sim, o desfecho de outras ações como já tivemos aqui patrocinadas pela equipe econômica através do nosso ministro (Paulo) Guedes, que nos próximos dias,  ainda nesta semana, (liberou) R$ 20 bilhões para compramos a vacina daquela empresa que se encaixar nos critérios de segurança e efetividade da nossa Anvisa. A todos os brasileiros nesse momento de entendimento e de paz é que cumprimento a todos. Se Deus quiser, brevemente estaremos na normalidade, muito obrigado a todos", concluiu.

 

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