Pandemia

Governo de SP convida ex-presidentes para vacinação contra covid-19

Até o momento, Sarney, Temer e FHC aceitaram o convite e devem participar do primeiro dia de vacinação do estado de São Paulo, previsto para 25 de janeiro. Collor dispensou o convite

Bruna Lima
Maria Eduarda Cardim
postado em 18/12/2020 18:12 / atualizado em 18/12/2020 19:13
 (crédito: AFP / NELSON ALMEIDA)
(crédito: AFP / NELSON ALMEIDA)

O Governo de São Paulo convidou todos os seis ex-presidentes vivos do Brasil para se vacinarem contra a covid-19 no estado. O convite, feito por iniciativa do governador João Doria, tem como objetivo juntar figuras importantes, de diferentes frentes políticas, a um mesmo objetivo: o combate ao vírus por meio da imunização.

Estão na lista de convidados os ex-presidentes José Sarney (90 anos), Fernando Collor de Mello (71), Fernando Henrique Cardoso (89), Luiz Inácio Lula da Silva (75), Dilma Rousseff (74) e Michel Temer (80).

Todos os ex-mandatários fazem parte do grupo de risco, por serem idosos com mais de 60 anos. Se fossem seguir o cronograma do estado de SP, Sarney, FHC, Lula e Temer tomariam a vacina em 8 de fevereiro, por terem mais de 75 anos. Já Dilma e Collor ficariam no grupo com início em 15/02.

No entanto, a ideia é que todos eles se vacinem no primeiro dia de campanha, anunciado para 25 de janeiro, a fim de promover um ato simbólico para dar exemplo aos brasileiros.

Confirmaram o convite, até o momento, Sarney, Temer e FHC. Collor, por sua vez, dispensou o convite. “Sobre a notícia publicada pelos veículos de comunicação nesta sexta-feira (18), informo a todos: Agradeço ao convite feito pelo governo de São Paulo, mas não participarei do ato”.

O prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), foi incumbido de levar o convite aos ex-presidentes Lula e Dilma. Por morar em Porto Alegre, a assessoria de Dilma afirmou que a ex-mandatária não pretende viajar a São Paulo para receber a imunização, mas que irá receber a dose no momento oportuno. Já a assessoria de Lula confirmou a pretensão de vacinação com a CoronaVac assim que houver a disponibilidade, mas que Lula estaria em uma viagem à Cuba, no momento, estando impossibilitado de confirmar a presença.

Enquanto alguns ex-presidentes já confirmam a presença na vacinação contra a covid-19, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, mais de uma vez, que não tomará o imunizante. Nesta quinta-feira (17), durante solenidade do governo federal em Porto Seguro (BA), Bolsonaro lembrou que já foi infectado pelo novo coronavírus e que, por isso, teria anticorpos para combater a doença, sendo uma vacina desnecessária para ele.

“Ô imbecil, ô idiota. Eu já tive o vírus e eu já tenho os anticorpos. Para que tomar vacina de novo?”, questionou. A afirmação ocorreu uma semana depois de o Ministério da Saúde confirmar o primeiro caso de reinfecção da covid-19 no Brasil.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton se ofereceram para tomar a vacina contra a covid-19 em público, para poder promover a campanha de imunização em massa no país.

No mesmo esforço, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e sua esposa foram vacinados contra a covid-19 nesta sexta-feira (18) em um evento público “para promover a confiança entre os americanos", como justificou a Casa Branca em um comunicado.

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