ABORTO

Bolsonaro, sobre aborto: "No que depender de mim, jamais será aprovado"

O mandatário comentou decisão argentina de legalização do aborto: "Lamento profundamente pelas vidas das crianças argentinas, agora sujeitas a serem ceifadas no ventre de suas mães com anuência do Estado", completou

Ingrid Soares
» Sarah Teófilo
postado em 30/12/2020 19:16 / atualizado em 30/12/2020 19:58
 (crédito: Evaristo Sá/AFP)
(crédito: Evaristo Sá/AFP)

O presidente Jair Bolsonaro comentou, na tarde desta quarta-feira (30/12), a decisão da Argentina em legalizar o aborto. A passeio no Guarujá, o chefe do Executivo usou as redes sociais para lamentar a medida.

"Lamento profundamente pelas vidas das crianças argentinas, agora sujeitas a serem ceifadas no ventre de suas mães com anuência do Estado. No que depender de mim e do meu governo, o aborto jamais será aprovado em nosso solo. Lutaremos sempre para proteger a vida dos inocentes", escreveu.

- Lamento profundamente pelas vidas das crianças argentinas, agora sujeitas a serem ceifadas no ventre de suas mães com...

Publicado por Jair Messias Bolsonaro em Quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, chamou a decisão argentina de "barbárie". "O Brasil permanecerá na vanguarda do direito à vida e na defesa dos indefesos, não importa quantos países legalizem a barbárie do aborto indiscriminado, disfarçado de 'saúde reprodutiva' ou 'direitos sociais' ou como quer que seja", escreveu o chanceler no Twitter. Com a mensagem, compartilhou uma notícia do site El País que falava sobre o assunto.

O deputado estadual Eduardo Bolsonaro, também comentou a resolução. Segundo o filho do presidente, "permitir assassinar bebês significa que o direito ao prazer sexual está acima da vida".

A legalização do aborto, um projeto do presidente de centro-esquerda Alberto Fernández, já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em 11 de dezembro e, nesta quarta-feira, recebeu os votos favoráveis de 38 senadores, contra 29 que se opuseram ao texto. Houve uma abstenção. O projeto permite a interrupção da gravidez até a 14ª semana de gestação.

 

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