CLIMÃO NO PLANALTO

"Não estou incomodado", diz Mourão após ser excluído de reunião ministerial

Dos 23 ministros da Esplanada, apenas Fábio Faria, do Ministério das Comunicações, não participou da reunião desta terça-feira (9/2) por estar em viagem ao Japão

Ingrid Soares
postado em 09/02/2021 15:23 / atualizado em 09/02/2021 15:27
 (crédito: AFP / EVARISTO SA)
(crédito: AFP / EVARISTO SA)

Após ter sido excluído pelo presidente Jair Bolsonaro da reunião ministerial desta terça-feira (9/2) no Palácio do Planalto, o vice-presidente Hamilton Mourão disse a jornalistas que “não está incomodado” com o ocorrido.

“Não fui convidado. Não fui chamado. Então, acredito que o presidente julgou que era desnecessária minha presença. Só isso”, apontou. Ao ser questionado se estava incomodado com a situação, o general se limitou a dizer que “não”.

Dos 23 ministros da Esplanada, apenas Fábio Faria, do Ministério das Comunicações, não participou da reunião desta terça-feira por estar em viagem ao Japão. Mourão estava com agenda livre. A assessoria do vice alegou que ele está comprometido com a organização do encontro com o Conselho Nacional da Amazônia Legal, previsto para esta quarta-feira (10). O general também não participou da primeira reunião ministerial do ano, por estar se recuperando da covid-19.

Bolsonaro incomodado

Fontes palacianas afirmam que Bolsonaro está incomodado com declarações que o vice concede à imprensa. Em janeiro, Mourão indicou a jornalistas que o presidente colocaria em prática uma reforma ministerial e que uma das trocas que deveriam ocorrer era no Ministério das Relações Exteriores, com Ernesto Araújo deixando o cargo. O mandatário foi efusivo e rebateu secamente a ideia dizendo que o governo não precisa de 'palpiteiros'.

"O que nós menos precisamos é de palpiteiros na formação do meu ministério. E deixo bem claro: todos os meus 23 ministros, eu que escolho e mais ninguém. Se alguém quiser escolher, que se candidate em 2022", disparou à época.

Um segundo acontecimento ajudou a aprofundar a crise quando um assessor do general alertou o chefe de gabinete de um parlamentar sobre a possibilidade de o Congresso ter de começar a se preparar para analisar um pedido de impeachment contra o comandante do Palácio do Planalto. Mourão exonerou o assessor envolvido no caso, Ricardo Roesch Morato Filho e reforçou que 'jamais vai trabalhar contra Bolsonaro'

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