PEC EMERGENCIAL

Votação da PEC Emergencial no Senado é adiada para a próxima terça-feira (2/3)

Presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, tomou a decisão após reunião de líderes; maioria condenou o dispositivo que acaba com os mínimos constitucionais para gastos com saúde e educação

Jorge Vasconcellos
postado em 25/02/2021 14:26 / atualizado em 25/02/2021 14:27
 (crédito: Roque de Sá/Agência Senado)
(crédito: Roque de Sá/Agência Senado)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), adiou para a próxima terça-feira (2/3) a votação do texto base da PEC Emergencial, que, entre outros pontos, cria mecanismos para a retomada do pagamento do auxílio emergencial. O senador, que pretendia votar a proposta em dois turnos nesta quinta-feira (25/2), decidiu pelo adiamento após reunião com líderes partidários. A maioria criticou o ponto da PEC que acaba com os mínimos constitucionais para os gastos com saúde e educação.

Ficou acertado que, a partir de hoje, será lido o parecer do relator da matéria, senador Marcio Bittar (MDB-AC), com espaço para debates e apresentação de emendas. Além disso, a votação da PEC em dois turnos seria realizada na próxima terça-feira.

O líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (DF), um dos principais críticos da desvinculação de recursos da saúde e da educação, considera positivo o adiamento da votação e reafirma que, se esse dispositivo for mantido no texto, a PEC não será aprovada pelos senadores. Segundo ele, quase a unanimidade dos líderes presentes à reunião com Pacheco condenou essa proposta.

"Vai ser lida a PEC hoje, e começar os debates. Os debates podem ir para a próxima terça-feira, para a quarta, mas a proposta é votar na semana que vem, desde que, evidentemente, o governo retire algumas coisas, principalmente essa desvinculação, o que para mim é fundamental", disse Izalci, acrescentando que "essa proposta a gente consegue tirar no voto, sem dificuldade".

O senador do DF disse ainda que até mesmo líderes governistas defenderam a retirada da proposta de desvinculação durante a reunião com Pacheco. "Até o governo é favorável à retirada. É aquele negócio de colocar o bode na sala para retirar o bode e deixar o resto. Eu acho que eles colocaram essa proposta com essa intenção. Só pode, de tão absurda", disse Izalci.

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