LEILÃO

Bolsonaro participa de leilão da Cedae em São Paulo; comitiva recebida a ovos

Na chegada, comitiva foi alvo de manifestantes. No entanto, ninguém foi atingido e o alimento espatifou em uma parede próxima

Ingrid Soares
postado em 30/04/2021 17:34 / atualizado em 30/04/2021 17:58
 (crédito: Reprodução / Tv Brasil)
(crédito: Reprodução / Tv Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro participou na tarde desta sexta-feira (30/4) do leilão da Companhia Estadual de Água e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), ocorrido em São Paulo. Na ocasião, o mandatário afirmou que a medida marca a economia e reforça confiança de investidores no país.

"É uma satisfação estar aqui. Devo a Deus a minha segunda vida, devo a Deus esse mandato e reafirmo minha lealdade ao povo brasileiro. Esse é o momento que marca a nossa história, a nossa economia. O governo voltado para a liberdade de mercado, na confiança dos investidores e na crença de que o Brasil pode ser diferente. Muito obrigado governador do Rio de Janeiro, meu amigo Cláudio Castro, Paulo Guedes, (Rogério) Marinho e demais envolvidos. Brasil acima de tudo e o nosso Deus acima de todos", apontou.

Em seguida, o chefe do Executivo deu três marteladas simbólicas. O leilão gerou R$ 22,7 bilhões de outorgas. O bloco 1, formado por municípios como São Gonçalo e Magé, teve como vencedor o consórcio formado pela Aegea, que ofereceu o maior valor de outorga, de R$ 8,2 bilhões.

A Iguá, representada pelo BTG, levou o bloco 2, dos bairros da Barra e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e outras duas cidades, por R$ 7,3 bilhões. O bloco 4, do centro e zona norte do Rio de Janeiro, além de municípios da Baixada Fluminense, foi arrematado pela Aegea por R$ 7,2 bilhões. Já o bloco 3 não recebeu lances.

O leilão contou ainda com a presença do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano; do governador em exercício do Rio, Claudio Castro (PSC); e dos ministros Paulo Guedes (Economia), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).

Ovo

O protesto foi organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e contou com placas de protesto à postura do presidente Bolsonaro na pandemia de covid-19. "Fora, Bolsonaro", "400 mil mortos", "Bolsonaro genocida" e "Não aguento mais" eram alguns dos dizeres exibidos pelos manifestantes.

"MTST faz manifestação em frente aonde acontece agora o leilão da CEDAE, onde Bolsonaro está presente. Contra esse desgoverno, pelas 400 mil vidas perdidas na pandemia, não vamos nos calar", convocou o movimento, nas redes sociais.

Alguns manifestantes também jogaram ovos contra a comitiva de Bolsonaro, no momento em que o grupo saía do carro e entrava no prédio da B3. Algumas pessoas chegaram a correr e a se abaixar para escapar dos ovos, que acabaram batendo na parede e não atingiram ninguém. 

O deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), que acompanhava o grupo e quase foi atingido pelos ovos, ironizou a situação nas redes sociais: "Ainda bem que o ovo não era racista".

Mais cedo, Bolsonaro almoçou com cerca de 45 empresárias.

Colaborou Marina Barbosa

 

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