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Vídeo: Repórter é hostilizado em ato pró-Bolsonaro e sai escoltado

Em nota, a CNN e a Fenaj repudiaram os ataques ao jornalista Pedro Duran, da CNN Brasil, e ao trabalho da imprensa

Correio Braziliense
postado em 24/05/2021 08:50
 (crédito: Twitter/ reprodução )
(crédito: Twitter/ reprodução )

O repórter da CNN Brasil Pedro Duran foi hostilizado durante ato em apoio ao presidente Jair Bolsonaro de que o chefe do Executivo participava neste domingo (23/5), no Rio de Janeiro. O profissional precisou deixar o local escoltado por policiais militares enquanto era xingado pelos manifestantes.

Em nota, publicada no Twitter, a CNN repudiou as agressões sofridas pelo jornalista. "A CNN Brasil repudia todo tipo de agressão. Acreditamos na liberdade de imprensa como um dos pilares da democracia. Os jornalistas têm direito constitucional de exercer sua profissão de forma segura, para noticiarem fatos, dentro dos princípios do apartidarismo e da independência", afirmou. 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio (SJPMRJ) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) também repudiaram os ataques. 


Segundo nota oficial, "em mais uma manifestação de truculência, intransigência, absoluto desrespeito com a atividade jornalística e a liberdade de imprensa e de expressão, grupos bolsonaristas atacaram hoje" o repórter da CNN. 


"Diante dos graves fatos registrados nessa manhã, o SJPMRJ e a FENAJ cobram das autoridades do município do Rio as providências necessárias no sentido de punir os responsáveis pela manifestação, que desrespeitou todas as medidas sanitárias de combate à pandemia e pôs em risco a vida de milhares de cidadãos cariocas", pediu a nota oficial. E ainda: "A liberdade de imprensa é um dos pilares da Democracia. E dela jamais abriremos mão", diz a nota. 

Manifestação 

Desrespeitando as recomendações sanitárias de prevenção à covid-19, Bolsonaro promoveu uma enorme aglomeração no Rio de Janeiro neste domingo (23/5). O presidente estava acompanhado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

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