ELEIÇÕES

Bolsonaro sobre terceira via em 2022: "No meu entender, não decola não"

Presidente aposta na polarização com o Lula na disputa eleitoral do ano que vem. "Seja frio ou seja quente. Não seja morno", disse. Partidos de centro buscam entendimento para lançar candidaturas competitivas

Ingrid Soares
postado em 18/06/2021 00:14
 (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press                )
(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press )

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante live transmitida pelas redes sociais nesta quinta-feira (17/06), que não acredita em uma terceira via para as eleições de 2022. Pelo contrário, ele insistirá na polarização contra o ex-presidente Lula. "Tem uma passagem bíblica: "Seja frio ou seja quente. Não seja morno". Essa via do centro, no meu entender, não decola não", apontou.

Na tentativa de evitar uma corrida presidencial marcada por extremos, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) promoveu, no último dia 16, um almoço no Lago Sul e convidou integrantes de partidos de centro com intuito de formar uma eventual aliança com a saída de Luciano Huck, visto antes como opção no cenário das eleições. O apresentador deverá renovar o contrato com a Globo.

Participaram da conversa integrantes dos partidos PSDB, DEM, Solidariedade, Cidadania, Novo, MDB, PV e o Podemos. Mandetta também é um dos nomes cotados na corrida presidencial pelo DEM no próximo ano. Não houve consenso em torno de um nome. No entanto, a conversa foi vista com um pontapé inicial nas possíveis costuras partidárias e assentem que o país perde com extremos.

No Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro seguiu a linha do pai. Considerou remota a possibilidade de um candidato de terceira via ser competitivo na eleição de 2022. "Chance praticamente zero (de um candidato de terceira via ir ao segundo turno). Os dois que estão aí se colocando, Bolsonaro e Lula, têm um público muito fidelizado. E em quantidade suficiente para colocar os dois no segundo turno. Então, não acredito que exista uma terceira via que vá promover todo esse interesse em uma parcela de eleitores maior de eleitores do que os dois possuem hoje em dia", concluiu.

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