CPI da Covid

Depoimento de Carlos Wizard na CPI é remarcado para o próximo dia 30

Após o STF autorizar a condução coercitiva do empresário, a defesa entrou em contato com o presidente da CPI para reagendar oitiva. O depoimento seria no último dia 17, mas Wizard não compareceu

Sarah Teófilo
postado em 21/06/2021 13:41
 (crédito: Arquivo Pessoal)
(crédito: Arquivo Pessoal)

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), marcou o depoimento do empresário Carlos Wizard para o próximo dia 30 de junho. O depoimento estava marcado para o dia 17 de junho, semana passada, mas o empresário não foi ao Senado e informou estar nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira (21), os advogados de Wizard entraram em contato com Aziz para marcar uma nova data.

A convocação do empresário foi aprovada na CPI após o nome surgir como sendo um possível integrante do chamado "gabinete paralelo", um grupo de pessoas que não integram o governo e que fizeram o assessoramento do presidente Jair Bolsonaro, abastecendo-o com informações contrárias ao que a comunidade científica apontava durante a pandemia da covid-19.

Na última sexta-feira (18), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso autorizou a condução coercitiva do empresário à CPI. O ministro avaliou um pedido da defesa de Wizard para que ele não fosse obrigado a comparecer à comissão. "As providências determinadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito, no sentido do comparecimento compulsório do paciente, estão em harmonia com a decisão por mim proferida", ressaltou.

No dia 16, Barroso concedeu ao empresário o direito de permanecer em silêncio em relação a questões que possam incriminá-lo, e ainda que não fossem adotadas "quaisquer medidas restritivas de direitos ou privativas de liberdade, como consequência do uso da titularidade do privilégio contra a autoincriminação".

Wizard também tentou junto à CPI a permissão de que prestasse depoimento remotamente, mas o pedido foi negado por Aziz.

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