FAKE NEWS

CPI: Senadores pedem quebra de sigilo de Jovem Pan, Allan dos Santos e mais seis

Justificativa é que sites e rádio disseminam informações falsas no âmbito da pandemia. Questão foi antecipada pelo Correio na última quinta-feira. Quebras já são consenso em grupo majoritário, formado por senadores de oposição e independentes ao governo, e devem ser votadas na próxima terça-feira

Sarah Teófilo
postado em 31/07/2021 15:12 / atualizado em 01/08/2021 15:55
 (crédito: Pedro França/Agência Senado)
(crédito: Pedro França/Agência Senado)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 deve votar na próxima terça-feira (3/8), no primeiro dia de retorno das sessões após 15 dias de recesso, oito requerimentos de quebra de sigilo de donos de sites, de uma produtora de documentários e da rádio Jovem Pan, sob a alegação de que disseminaram informações falsas no âmbito da pandemia. Os requerimentos foram apresentados na última sexta-feira (30).

No caso da Jovem Pan, o pedido partiu do relator, Renan Calheiros (MDB-AL). Os outros foram assinados por ele e pelo senador Humberto Costa (PT-PE). Os requerimentos seguem o mesmo padrão, e apontam que todos são "grandes disseminadores das chamadas 'fake news'".

Além da rádio, os senadores pediram quebra de sigilo bancário de Allan dos Santos, do site Terça Livre, que também é alvo do inquérito das Fake News, que está no Supremo Tribunal Federal (STF).

Também foram atingidos pelos pedidos: Raul Nascimento dos Santos, do site Conexão Política; a empresa Eretz Galil Tecnologias Educacionais (Paulo de Oliveira Eneas), do site Crítica Nacional; a produtora Brasil Paralelo; a produtora Farol Produções Artísticas, do site Senso Incomum; Tarsis de Souza Gomes, do site Renova Mídia; e José Pinheiro Tolentino, do site Jornal da Cidade Online. Os senadores também querem pedir informações sobre o site República de Curitiba, para saber quem são seus responsáveis.

As aprovações dos requerimentos já são consenso entre os senadores de oposição e independentes ao governo que formam maioria na CPI, e são intitulados de G7 (ou G6, com a saída de um dos senadores). 

As quebras foram antecipadas pelo Correio na última quinta-feira, que apontou que a comissão pretendia quebrar o sigilo bancário de sites bolsonaristas por disseminação de fake news. A lista envolvia 10 sites, mas um foi retirado.

Pelo Instagram, a Brasil Paralelo afirmou que "não tem absolutamente nada a esconder", e que tudo que os políticos da CPI quiserem saber sobre a empresa e origem de suas receitas será disponibilizado. "Estamos aqui para provar que é possível concretizar uma grande iniciativa de mídia sem atender a interesses políticos e sem receber financiamento estatal", escreveram.


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