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"Três Poderes devem ser respeitados", diz Bolsonaro

Durante evento neste sábado, presidente defendeu trabalho conjunto entre Executivo, Legislativo e Judiciário, mas criticou decisão do Supremo contra o marco temporal

Fernanda Fernandes
postado em 11/09/2021 17:28 / atualizado em 11/09/2021 17:36
 (crédito: Reprodução/TV Brasil)
(crédito: Reprodução/TV Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro demonstrou que está empenhado na tentativa de pacificar os ânimos entre os três Poderes. Neste sábado (11/9), durante participação na 44ª Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul, o presidente afirmou que Executivo, Legislativo e Judiciário devem ser respeitados, e que o trabalho conjunto é em benefício de todos os brasileiros.

"Temos Três Poderes, têm que ser respeitados, e buscar sempre a melhor maneira de nos entendermos para que o produto do nosso trabalho seja estendido aos seus 210 milhões de habitantes", disse o presidente.

Foi a primeira vez que o presidente apareceu em público após os atos de 7 de setembro, em que realizou ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar da afirmação, Bolsonaro voltou a criticar o Supremo, dessa vez em razão do voto do ministro do STF, Edson Fachin, que há dois dias rejeitou a tese do marco temporal em terras indígenas, em que é relator. Bolsonaro afirmou aos empresários do agronegócio e demais participantes do evento que a reprovação da matéria será o "fim do agronegócio".

"Temos um problema pela frente que tem que ser resolvido. O Supremo volta a discutir uma data diferente daquela fixada há pouco tempo, conhecida como marco temporal. Se a proposta do ministro Fachin vingar, será proposta a demarcação de novas áreas indígenas que equivalem a uma Região Sudeste toda, ou seja, o fim do agronegócio", disse

Até o momento, Fachin foi o único a votar sobre o marco temporal, que deve ser apreciado pelos demais integrantes da Suprema Corte na quarta-feira (15/9).

Na oportunidade, o presidente aproveitou para defender seus apoiadores que foram às ruas porque "o povo não aceita retrocessos na luta pela liberdade". Sem máscara, Bolsonaro também criticou, novamente, as medidas restritivas de circulação de pessoas impostas por governadores na tentativa de conter a covid-19.

 

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