IMPOSTOS

Mourão diz que aumento de impostos dará "folga nas manobras do governo"

A medida é válida até o final do ano e foi tomada para financiar a ampliação do novo Bolsa Família, resultando em uma arrecadação estimada em R$ 2,4 bilhões

Ingrid Soares
postado em 20/09/2021 13:02
 (crédito: Evaristo Sá/AFP)
(crédito: Evaristo Sá/AFP)

O presidente em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta segunda-feira (20/9) que o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro (IOF), em vigor hoje, será usado para dar uma "folga nas manobras do governo". A medida é válida até o final do ano e foi tomada para financiar a ampliação do novo Bolsa Família, resultando em uma arrecadação estimada em R$ 2,4 bilhões. Ainda segundo o general, a quantia "não é tão expressiva".

"O que pude entender é até o final do ano. Essa arrecadação não é tão expressiva assim. De R$ 2 bilhões. É mais para dar uma folga nas manobras que estão sendo feitas. O presidente mesmo comentou ontem (19/9) que muita gente está desempregada, tem muita gente sem perspectiva. Compete ao governo auxiliar", disse a jornalistas na chegada ao Palácio do Planalto.

Por fim, Mourão relatou que se reunirá com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que suspendeu a ida a Nova York a fim de tratar de assuntos da área. No entanto, não detalhou qual seria a pauta.

No último dia 16, Bolsonaro editou decreto que aumenta o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF). Para bancar o plano, o decreto presidencial deve elevar a alíquota anual do IOF de 1,5% para 2,04% para pessoas jurídicas. Isso representa uma alta na alíquota diária de 0,0041% para 0,00559%. Segundo o governo, em 2022, o financiamento do programa terá como fonte a recriação do imposto de renda sobre lucros e dividendos, que está em discussão no Senado Federal.

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