ASSEMBLEIA DA ONU

Com telão em caminhão, Bolsonaro enfrenta novos protestos em Nova York

Vídeo que circula nas redes sociais mostra manifestantes com um "telão móvel" e palavras de ordem contra o presidente brasileiro

Ronayre Nunes
postado em 20/09/2021 23:22 / atualizado em 20/09/2021 23:34
O presidente enfrentou novos protestos durante a chegada à residência da Missão do Brasil junto às Nações Unidas -  (crédito: Reprodução/Redes sociais)
O presidente enfrentou novos protestos durante a chegada à residência da Missão do Brasil junto às Nações Unidas - (crédito: Reprodução/Redes sociais)

A passagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por Nova York — nos Estados Unidos — para a abertura da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas segue registrando protestos na noite desta segunda-feira (20/9). Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o presidente observando um caminhão com um telão instalado e manifestantes que declaram palavras de ordem contra ele.

Bolsonaro chegou no começo da noite à residência da Missão do Brasil junto às Nações Unidas, onde foi recebido pelo representante do Brasil junto à ONU, Ronaldo Costa Filho. Na entrada, o presidente ouviu um coro de “Fora, Bolsonaro” vindo de manifestantes. Bolsonaro parou, acenou ao grupo reunido, e depois entrou na casa.

No local estava o caminhão com três telões que apresentavam imagens e frases contra o presidente.

"Caminhão telão"

Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, a intervenção foi criada por um grupo de ativistas brasileiros e norte-americanos, e é capitaneada pelas organizações Amazon Watch e US Network for Democracy in Brazil (Rede dos Estados Unidos pela Democracia no Brasil, em tradução) — além de outras que preferiram o anonimato com receio de retaliações do governo brasileiro.

Em formato de vídeos, os telões do veículos circulam por Nova York desde o último domingo (19/9) e devem seguir até a saída de Bolsonaro da cidade.

"Sabemos que Bolsonaro veio a Nova York para mentir que seu governo está protegendo a Amazônia e, portanto, nós temos o dever de denunciá-lo", afirmou Christian Poirier, diretor de programas da Amazon Watch ao jornal paulista.


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