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Bolsonaro: 'Quanta gente não tem pedindo 'Fora genocida'? Tem um montão'

O presidente defendeu os atos de 7 de Setembro. Enquanto discursava na live, apoiadores escreveram comentários nos quais se dividiram entre a defesa e ataques ao chefe do Executivo, relatando estarem decepcionados ou mesmo arrependidos de terem votado nele.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu os atos de 7 de Setembro nesta quinta-feira (09/09) e disse que "ninguém pediu o fechamento de nada", em referência ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na tentativa de justificar que também recebe ataques, o chefe do Executivo relatou que tem um montão de gente pedindo "Fora Bolsonaro" e "Fora genocida", mas que "paciência".

"Ninguém pediu o fechamento de nada. Se bem que, pedir fechamento, pô ... Quanta gente não tem gente pedindo “Fora Bolsonaro”? Tem um montão ou não tem? De vez em quando eu escuto lá de motocicleta: "Fora Bolsonaro", "Fora genocida". Eu vou fazer o que? Passar com a moto em cima dele? Deixa ele falar, sem problemas. Não dando soco em mim, não me agredindo fisicamente, paciência. O político que não ser vaiado, importunado, não se candidate. Ou caso tenha se candidatado e tenha sido eleito, fique em casa. Faz parte da regra do jogo. A gente vai mudando o Brasil", alegou.

Sobre a nota divulgada na tarde de hoje, na qual o chefe do Executivo disse que não teve a intenção de agredir qualquer um dos Poderes e que suas falas no dia 7 decorreram “do calor do momento”, o presidente reclamou das críticas que vem recebendo dos próprios eleitores.

“Eu sempre disse que ia jogar dentro das quatro linhas da Constituição. Alguns se irritam, querem que eu saia atirando, fechando as instituições, e entendo que estejam chateados”, falou.

Enquanto discursava na live, apoiadores escreveram comentários nos quais se dividiram entre a defesa e ataques ao mandatário, relatando estarem decepcionados e até arrependidos de terem votado no presidente.

Bolsonaro fez uma série de ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à democracia na terça-feira (7) e falou em ultimatos, afirmando que o magistrado Alexandre de Moraes "perdeu as condições mínimas de continuar dentro daquele tribunal".

Em São Paulo, voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro, outros integrantes do STF e governadores e prefeitos que tomaram medidas de combate ao coronavírus. "Dizer a vocês que, qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá", concluiu na data.