COP26

Novas metas de redução de clima mudam resoluções do Acordo de Paris

Estrategicamente para fugir de pressões, o ministro Joaquim Leite anunciou, na COP26, metas que comprometem o Brasil a reduzir emissões líquidas e de gases antes do previsto

Tainá Andrade
postado em 01/11/2021 12:47 / atualizado em 01/11/2021 20:17
 (crédito: Reprodução / TV Brasil)
(crédito: Reprodução / TV Brasil)

Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26) o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, apresentou o que chama de metas “ambiciosas” do Brasil para reduzir o efeito estufa no mundo. Segundo ele, a intenção é que se alcance a diminuição de 50% da produção de gases até 2030 e que o país está comprometido a zerar as emissões líquidas até 2050.

“Apresentamos, hoje, uma nova meta climática mais ambiciosa passando de 43% para 50% até 2030. E de neutralidade de carbono até 2050, que será formalizada durante a COP26”, disse Joaquim Leite, na apresentação.

Essa foi uma mudança na Contribuição Nacionalmente Determinada, assinado pelo Brasil no Acordo de Paris, em 2015. No documento era previsto que o país reduziria as emissões em 37% até 2025 e em 43% até 2030. Além disso, as emissões de carbono seriam zeradas 10 anos depois da data anunciada pelo ministro.

As novas metas são uma tentativa de resposta do governo às pressões e críticas sofridas por vários setores, entre eles o do agronegócio, que temem prejuízos com o posicionamento negacionista climático brasileiro.

Sem Bolsonaro

O ministro exibiu um vídeo, antes da sua fala, em que Jair Bolsonaro (Sem Partido) disse: no combate a mudança do clima, o Brasil sempre foi parte da solução, e não do problema.

A ausência do presidente tem sido vista de forma positiva já que o chefe do Executivo ficou conhecido  pelo negacionismo climático.

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