Moro sai em defesa do texto alternativo

Correio Braziliense
postado em 24/11/2021 00:01
 (crédito:  Waldemir Barreto/Agência Senado)
(crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O Podemos escalou o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro para defender a proposta alternativa do partido à PEC dos Precatórios, com a qual o governo pretende viabilizar o Auxílio Brasil de R$ 400. Em coletiva de imprensa, ontem, no Senado, ao lado de parlamentares da sigla, o pré-candidato à Presidência da República criticou duramente a proposta, que, segundo ele, é motivo de "perda de credibilidade fiscal" do Brasil no mercado externo e interno.

As críticas de Moro foram feitas na véspera da apresentação do parecer do relator da PEC dos Precatórios no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Moro se declarou favorável ao pagamento do Auxílio Brasil para famílias de baixa renda, desde que seja permanente, e não com vigência até dezembro de 2022, como propõe o governo. Porém ele ponderou que isso não deve ser feito às custas do rompimento de teto de gastos e de um "calote" nos precatórios.

"O teto de gastos, quando foi criado em 2016, resultou em uma imediata queda nos juros cobrados no mercado, e isso impulsionou uma recuperação da economia que vinha da recessão criada pelo governo do PT", disparou. "Não vamos fechar os olhos para as consequências do rompimento do teto de gastos. Isso vai gerar aumento da inflação, que vai ser respondido pelo Banco Central com o aumento de juros."

Moro e o Podemos defenderam a proposta elaborada pelos senadores Oriovisto Guimarães (Pode-PR), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e José Aníbal (PSDB-SP). Esse texto prevê excluir do teto de gastos o pagamento de todos os precatórios e de dívidas de pequeno valor, o que abriria um espaço fiscal de cerca de R$ 89 bilhões para gastos em 2022. (JV)

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