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Marinho atribui ao Congresso responsabilidade pela criação das emendas do relator

O ministro do Desenvolvimento Regional afirmou ainda não ter acesso aos autores originários das RP9

Raphael Felice
postado em 08/12/2021 05:58 / atualizado em 08/12/2021 05:59
 (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Convocado pela Comissão de Fiscalização e Controle do Senado para prestar esclarecimentos sobre compras e obras realizadas com recursos do orçamento secreto, o ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Rogério Marinho, atribuiu ao Congresso a responsabilidade pela criação dessas emendas do relator. Segundo ele, os parlamentares questionam "o leite derramado" por interrogarem integrantes do governo a respeito de um dispositivo que ganhou corpo por conta do próprio Parlamento.

"O que nós estamos assistindo, hoje, é a uma discussão do leite derramado. A hora de discutirmos de que forma deve ser aplicado o orçamento é por ocasião da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da LOA (Lei Orçamentária Anual), isso aconteceu em 2019", disse.

Marinho afirmou ainda não ter acesso aos autores originários das emendas do Orçamento e que essa ferramenta não foi concedida a ele por decisão dos próprios parlamentares. "Eu nunca recebi essa informação (autoria das emendas). Vossa Excelência e seus pares, quando votaram o Orçamento, por duas vezes, não mudaram o orçamento para que eu tivesse essa condição de acesso", enfatizou.

Ironia

Em tom irônico, o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), autor do requerimento de convocação do conterrâneo, comentou que uma das funções mais meritórias dos parlamentares é conseguir verbas para seus estados e municípios, mas, no caso das emendas do relator, os deputados e senadores não querem assumir a responsabilidade do envio das emendas.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, R$ 1,4 milhão de emendas do relator foram empregados na obra de um mirante turístico a 300 metros da propriedade de Marinho em Monte das Gameleiras (RN). Para apurar o caso, Valentim pediu o depoimento do ministro.

 


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