CONGRESSO

Deputados e senadores analisam vetos presidenciais nesta sexta-feira

Foram seis vetos mantidos e outros 15 adiados para análise no ano que vem. As votações ocorreram de maneira semipresencial, devido às restrições da pandemia

De forma semipresencial, parlamentares das duas Casas Legislativas se reuniram, nesta sexta-feira (17/12), para a votação dos vetos presidenciais. As sessões foram separadas para Câmara e Senado devido às restrições da pandemia, mas para derrubar ou manter um veto, foi necessário que ambas as Casas concordassem em votação por maioria absoluta.

A sessão dos deputados começou por volta das 11h30, e a dos senadores, às 14h. A pauta de votação trouxe 25 vetos presidenciais e 16 projetos de lei. Dentre os vetos derrubados está a proposta que estabelece medidas emergenciais de assistência à agricultura familiar, proposta conhecida como Lei Assis Carvalho 2. Algumas das medidas de suporte previstas tratam-se de prorrogação, descontos, renegociação de dívidas dos produtores e flexibilização no crédito rural, além do pagamento de um auxílio no valor de R$ 2,5 mil por família para produtores em situação de pobreza e extrema pobreza.

O relator do projeto de lei, deputado Pedro Uczai (PT-SC), alega que a derrubada do veto reitera a força da luta pela agricultura familiar. “A luta do campo, das águas e das florestas permitiu aqui a derrubada do veto”, declarou.

Outro veto derrubado pelos parlamentares foi em relação ao reajuste do piso salarial de agentes comunitários de saúde e de agentes de combate às endemias, que constava no texto da Lei Orçamentária Anual. Com isso, a verba destinada ao reajuste do piso das categorias deverá ser detalhada na lei orçamentária e nos créditos adicionais.

Os parlamentares manifestaram a magnitude da atuação destes servidores no combate à pandemia. “Nós sabemos da importância desses profissionais para a saúde preventiva: estão em todos os municípios, estão em todas as casas e, durante a pandemia, mostraram a sua grande importância”, declarou o deputado Hildo Rocha (MDB-MA).

Também foi rejeitado pelos deputados e senadores os vetos à Medida Provisória 1016/21, que permite renegociação de dívidas em fundos constitucionais de financiamento. Ainda, foi derrubado o veto ao Projeto de Lei 2022/19, do Senado, que regulamenta a profissão de despachante documentalista, bem como o veto a dispositivo para autorizar o governo do Distrito Federal a conceder aos policiais civis assistência à sua saúde e à de seus dependentes segundo disponibilidade orçamentária do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).

Fundão eleitoral está de pé

Parlamentares derrubaram, ainda, o veto do presidente Jair Bolsonaro aos R$ 5,7 bilhões previstos para o fundo de financiamento de campanhas eleitorais pela Lei de Diretrizes Orçamentárias.

O veto versa sobre o recurso destinado ao fundo eleitoral, que será usado pelos parlamentares durante as campanhas das eleições de 2022. Com a decisão dos deputados e senadores, o fundo de financiamento da campanha de 2022 será o maior da história.

Vetos mantidos

Seis dos vetos que constavam na pauta foram mantidos pelos deputados e senadores. São eles: os vetos feitos ao Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal e o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal, regras de patrocínios de clubes esportivos, questões relacionadas ao documento de transporte de carga, além de pontos da LDO e regras para créditos suplementares.Tais pontos não voltarão à pauta do Congresso Nacional.

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