Simone Tebet vai a campo

Correio Braziliense
postado em 28/01/2022 00:01

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) deu início às ações da pré-campanha à Presidência da República. A parlamentar se encontrou, ontem, com o ex-presidente Michel Temer para discutir os rumos da campanha para as eleições deste ano. Temer declarou, recentemente, que a saída pela terceira via será difícil, mas, entre os nomes apresentados para esse caminho, Tebet é quem reúne mais chances.

Amanhã, a senadora participará de um evento na favela de Paraisópolis, em São Paulo, com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), para discutir tópicos habitacionais, de urbanização e de regularização fundiária.

O foco da agenda será a busca por soluções para combater as desigualdades sociais. Nesse sentido, ela vai, também, se encontrar com a ex-senadora Marta Suplicy, atual secretária municipal de Relações Internacionais de São Paulo. Também neste fim de semana, a pré-candidata se reunirá com a prefeita de Itapetininga (SP), Simone Marquetto (MDB), importante liderança do partido.

Ao Correio, Tebet afirmou ter saído satisfeita da conversa com Temer. "Gostaria de lançar minha campanha após ouvir alguns conselhos dele, pela experiência de ter sido nosso presidente do partido. Durante a Presidência da República, teve a capacidade de conciliação e de diálogo", elogiou.

Pacificação

Segundo ela, o Brasil precisa de pacificação. "Precisamos tranquilizar a população com uma proposta de governo muito clara para combater a desigualdade social. É preciso ter vontade, e isso eu tenho. Além disso, recebi o apoio irrestrito do presidente Temer", garantiu.

De acordo com a senadora, campanha será "voltada para uma política social, que abriga, entre outras coisas, o acolhimento de todas as minorias, inclusive a da mulher". "O Brasil diverso precisa respeitar a sua diversidade", destacou.

A pesquisa Ipespe, divulgada ontem, mostra Tebet com 1% das intenções de voto. Ela empata com os também pré-candidatos e senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

O instituto ouviu mil pessoas por telefone nos dias 24 e 25 de janeiro. A margem de erro máximo estimada é de 3,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. (Gabriela Chabalgoity)

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