CONGRESSO NACIONAL

Abertura do ano legislativo no Congresso é permeado por alfinetadas e cobranças

O presidente Jair Bolsonaro (PL) mandou um recado a Lula, dizendo que ele próprio nunca se dirigiu ao Congresso para pedir uma regulação da mídia ou uma contrarreforma trabalhista

A abertura dos trabalhos do Congresso Nacional foi permeada de recados dados pelas autoridades presentes. Cobranças e indiretas, especialmente a respeito das eleições de outubro, fizeram parte dos discursos.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) mandou um recado a Lula, dizendo que ele próprio nunca se dirigiu ao Congresso para pedir uma regulação da mídia ou uma contrarreforma trabalhista. Durante a leitura tradicional da mensagem presidencial, na qual aponta as prioridades do ano, o chefe do Executivo falou sobre as conquistas e aprovações de sua gestão, como a compra de vacinas, sinalizou ao agronegócio ao falar da liberação da posse de arma de fogo, e afirmou respeitar a harmonia e a independência entre os poderes.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, citou em seu discurso questões como pandemia, vacinação e desemprego. Lira criticou “truques ilusionistas ou aventuras temerárias” para vencer a inflação e o desemprego. “Estes desafios precisam ser vencidos com os instrumentos testados e reconhecidos pela ciência econômica”, afirmou, alegando que tais truques geram apenas “depressão econômica, carestia e sofrimento”.

Lira ainda alfinetou o ex-presidente e pré-candidato Luis Inácio Lula da Silva (PT): “Nunca é demais reiterar a soberania do Parlamento”, em uma alusão ao fato de que Lula prometeu revogar parte dos projetos aprovados pelo Congresso nos últimos governos, como a reforma trabalhista.

O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), abriu o discurso pedindo um minuto de silêncio pelas mais de 628 mil mortes pela covid-19 no país. Ao longo de sua fala, o parlamentar defendeu a democracia e frisou a importância de uma relação harmoniosa entre os Poderes.

O presidente do Congresso ainda ressaltou a necessidade de se romper com o paradigma de que há um engessamento do Poder Legislativo em ano eleitoral. Pacheco defende que os parlamentares não podem "deixar questões urgentes em estado de latência" e precisam avançar no debate das grandes reformas estruturantes do Estado.

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