Pré-candidato pode vir de dentro do partido

Tainá Andrade
postado em 31/03/2022 00:01

Depois das tentativas mal-sucedidas de lançar um pré-candidato do partido à corrida presidencial, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, se volta agora para dentro do partido em busca de nome para disputar o Palácio do Planalto em outubro. No evento de filiação à legenda, ontem, em Brasília, ele confirmou que as discussões internas em busca de um presidenciável continuarão na semana que vem.

Kassab estaria pensando em alguém entre os governadores ou senadores da legenda que não pretendem concorrer à reeleição para os postos que ocupam atualmente. Um dos nomes especulados para se colocado na disputa é o do senador e tesoureiro do partido, Nelsinho Trad (MS).

Nos bastidores do PSD, é unânime a opinião de que, em função do tempo, Kassab terá que tirar um coelho da cartola para manter a candidatura própria. Essa necessidade é porque ele pretende manter o partido unido no primeiro turno, deixando para liberar os filiados no segundo turno presidencial — isso se o nome da legenda não passar à disputa decisiva.

A estratégia de Kassab passa por não se indispor com suas bases estaduais, que têm aliados de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro, como o governador do Paraná, Ratinho Júnior. Por causa disso, ele procura enfatizar que não há chances de fechar apoio ao petista Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno.

"Vamos defender o nosso candidato. Se não der certo em um segundo turno, pensamos sobre quem apoiar", avaliou.

Minas

A liberdade dada por Kassab para a formação de coligações estaduais colocará o PSD ao lado de bolsonaristas e de petistas. Em Minas, o ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo, Alexandre Kalil (PSD), convidou o presidente da Assembleia Legislativa do estado, deputado Agostinho Patrus (PV), para ser vice na chapa.

O nome do deputado já havia sido cogitado, mas ganhou força por representar uma solução ao impasse na formação de aliança com o PT, que defende a vaga ao Senado na coligação. Como os petistas avançaram na federação com PV e PCdoB, a vice pertenceria à composição.

A negociação entre PT e PSD na disputa em Minas tem como impasse a cadeira do Senado na chapa majoritária. Enquanto ala petista defende a candidatura de Kalil ao governo com a indicação do deputado federal Reginaldo Lopes (PT) na disputa pelo Congresso, o PSD apoia a reeleição do senador Alexandre Silveira. (Com Agência Estado)

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