Fatores que ajudam Milton Ribeiro

A uma semana do fim do prazo de filiação partidária, o Congresso vai passar longe das pautas polêmicas e de CPIs. Isso significa que a oposição terá dificuldades para emplacar o pedido de investigação das denúncias de pedido de propina para liberação de verbas no Ministério da Educação.

Da parte do presidente Jair Bolsonaro, a ordem é manter o discurso de que seus ministros são honestos e não se beneficiam do Orçamento público. Esse é, inclusive, um dos motivos pelos quais ele não demitirá Milton Ribeiro. No Planalto, segue-se a linha de que o ministro só sai se quiser. E até aqui, ele se defende e não dá sinais de que deixará o cargo.

A guerra dá o tom...

Animados com os resultados das pesquisas de intenção de voto desta semana e o registro de uma melhora nos índices de popularidade presidencial, ministros e parlamentares têm pronto o discurso a ser usado até outubro: o país não está melhor porque, apesar da pandemia ter diminuído, a guerra na Ucrânia atrapalhou os planos de recuperação econômica.

...e Valdemar os recursos

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, tem oferecido algo em torno de R$ 2 milhões para as campanhas de deputado federal em estados como São Paulo. A deputada Carla Zambelli (PL-SP), porém, não quer usar o fundo eleitoral. "Fiz campanha sem dinheiro e vou continuar assim", diz.

Depois de Alckmin, o
resto é "fichinha"

Recém-filiada ao Solidariedade, partido que votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, a deputada Marília Arraes (PE) tem dito que isso não é problema. "Lula fará uma aliança com Geraldo Alckmin. Nosso adversário é Bolsonaro", afirma.

Por falar em Pernambuco...

A proposta de federalizar Fernando de Noronha vai atrapalhar a campanha de Bolsonaro por lá. Os pernambucanos têm muito orgulho daquele santuário que, no passado, já foi administrado pelas Forças Armadas.

O "puxadinho" do general I/ Além de tomar conta da feirinha do Planalto, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos (foto), arrumou um outro serviço: vai encher o saguão do quarto andar de gabinetes.

O "puxadinho" do general II/ Ramos já mandou tirar todos os sofás que ficavam no amplo saguão e serviam, inclusive, de sala de espera para funcionários que iam ao Planalto participar das reuniões nas salas centrais e envidraçadas. Quem chega agora por ali, se não tiver espaço nas salas internas, tem que aguardar de pé.

Com o dinheiro do nosso imposto/ Obras em ano eleitoral sempre são consideradas, no mínimo, extemporâneas. Ainda mais nesse período em que o país passa por dificuldades orçamentárias.

Profusão de reformas/ As autoridades muitas vezes se esquecem que estão ali de passagem. Nos governos petistas, o quarto andar passou por uma ampla reforma e foi tirado o famoso jardim de inverno de Burle Marx, que ficava no centro, mas se criou a famosa vista para a praça dos Três Poderes, parada obrigatória para fotos de todos os visitantes. Militares antigos costumavam dizer que o PT acabara com o jardim de inverno. Agora, o puxadinho do general vai acabar com a vista.

E o Telegram, hein?/ O compromisso contra as fake news vem em boa hora. Resta saber se vai segurar a profusão de notícias falsas que promete inundar a internet e todas as redes sociais no período eleitoral.