eleições

Lula faz defesa de Alckmin

Na relação comercial e diplomática entre Brasil e Paraguai estaria uma solução para o fim do mercado ilegal no país

Cristiane Noberto
postado em 06/04/2022 00:01
 (crédito: Redes sociais/Alberto Carlos Almeida)
(crédito: Redes sociais/Alberto Carlos Almeida)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta sexta-feira para, possivelmente, sacramentar a presença do ex-governador Geraldo Alckmin como vice na chapa do petista ao Palácio do Planalto, em outubro. Para tentar quebrar as resistências que ainda existem ao ex-tucano, Lula tuitou, ontem, exortando a militância a não ficar presa a imagens do passado.

"Eu mudei, o Alckmin mudou e o Brasil mudou. Eu fui adversário do Alckmin, não inimigo. Feliz era o Brasil que tinha disputa entre dois partidos democráticos, porque existia debate civilizado, sobre programa de governo", publicou.

Em entrevista à rádio Rede T, do Paraná, também ontem, Lula admitiu que os dois poderão estar na mesma chapa — que deverá ser oficializada somente em maio. "Vou ter uma reunião, na sexta-feira, em que o PSB vai propor ele, o Alckmin, de vice. E isso nós vamos levar para discutir no PT. Vamos reconstruir o Brasil porque somos dois democratas, gostamos da democracia e temos como prova o exercício dos nossos mandatos", disse.

O ex-governador também vem defendendo a convergência de ideias. Na última sexta-feira, Alckmin tuitou que "é tempo de buscar convergências entre os que não admitem outra estrada que não a democracia para enfrentar os problemas do país, que são muitos e são inadiáveis".

A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), e o presidente do PSB, Carlos Siqueira, também participarão da reunião. O encontro, segundo fontes dos dois partidos, visa alinhar pontos ainda não ajustados, especialmente os palanques regionais, para que a campanha conjunta comece.

Ucrânia

Se Lula, por um lado, trabalha para acalmar petistas reticentes com a colocação de Alckmin como vice, por outro um comentário que fez indignou a mulher do ex-embaixador ucraniano no Brasil. Na semana passada, disse, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que a invasão russa do território da Ucrânia seria resolvida numa mesa de bar, entre cervejas.

Fabiana Tronenko reagiu irritada nas redes sociais. "Que desrespeito do ex-presidente Lula com o povo ucraniano e com todos os esforços do presidente Zelensky! Liberdade, democracia e vidas não se resolvem em uma mesa de bar", publicou, na última segunda-feira, no Instagram.

Já no Facebook, Fabiana pediu que Lula não fizesse "esses comparativos pejorativos com o massacre que o povo ucraniano está sofrendo". Na publicação, a ex-embaixatriz no Brasil lembrou a dor do povo e a destruição do país.

"(Isso) não se resolve em uma mesa de bar e muito menos depois de umas caixas de cerveja", criticou Fabiana, casada com Rostyslav Tronenko, que esteve à frentre da representação ucraniana no Brasil de 2012 a 2021.

Na Uerj, o petista disse que "por tudo o que eu compreendo, que eu leio e que eu escuto, seria resolvido aqui no Brasil em uma mesa tomando cerveja. Teria resolvido aqui, senão na primeira cerveja, na segunda. Se não desse na segunda, na terceira. Se não desse na terceira, até acabarem as garrafas a gente ia fazer um acordo de paz".

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