Mentiras sobre a Amazônia

Luana Patriolino
postado em 08/04/2022 00:01

Dois oficiais do Exército tiveram uma rede de perfis e páginas excluídas em redes sociais da Meta, empresa que administra as plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp. A dupla, cujos nomes não foram divulgados, disseminava notícias falsas, sobretudo sobre o desmatamento da Amazônia.

A rede especializada em mentiras também disseminava ataque a organizações não-governamentais (ONGs) e exaltava a atuação das Forças Armadas na região, mas por meio de perfis falsos, se apresentando como entidades da sociedade civil. Para tentar enganar as pessoas que recebiam aquilo que a dupla produzia, falsificavam postagens utilizando fotos de entidades como o Greenpeace.

As páginas Amazônia Sustentável e NaturAmazon publicava apenas notícias que apresentavam o governo e os militares de maneira positiva na preservação da Amazônia. Outro perfil que consta no relatório da Meta é a Fiscal das ONGs, que atacava organizações como Greenpeace e WWF para desacreditá-las. A dupla de militares afirmava que as instituições queriam "vender" a Amazônia para estrangeiros.

Diante dos dados coletados pela Meta, só no Facebook foram derrubados 14 perfis falsos e outras nove páginas — nas quais totalizavam 25 mil seguidores. No Instagram, 39 contas foram deletadas.

"Em muitos desses casos, os responsáveis miraram diversas plataformas, incluindo Facebook, Instagram, YouTube, Twitter, LinkedIn, Telegram, VK e OK, além de montarem seus próprios sites e comprometerem sites legítimos", acusa o relatório da Meta.

De acordo com o relatório da administradora de redes sociais, a dupla de militares usava seus perfis para se passar por ativistas ou organizações da sociedade civil. Os perfis administrados pelos oficiais do Exército chegaram a atingir mais de 1.170 curtidas no Facebook e tinham de 23.600 seguidores no Instagram. (Com RF)

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