Missão de quebrar resistência na militância

Correio Braziliense
postado em 09/04/2022 00:01
 (crédito: Filipe Araujo / AFP)
(crédito: Filipe Araujo / AFP)

Se depender dos políticos que integram PT e PSB, a chapa Lula-Alckmin já está consolidada. "Para o PSB, sempre é bom disputar eleição majoritária, tinha tempo que a gente não fazia isso depois do (governador de Pernambuco) Eduardo Campos (morto em acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014). É um quadro de excelência, respeitado, vai trazer equilíbrio", elogiou o deputado Paulo Folleto (PSB-ES).

Mesmo entre a ala mais à esquerda do PSB, o nome do ex-tucano já está absorvido. Para o deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP), Alckmin será protagonista na articulação com o centro, em nome do objetivo maior, que é impedir a reeleição de Bolsonaro.

"Alckmin, como político habilidoso, governou por quatro vezes o maior estado do Brasil, ele tem de ter papel ativo no programa (de governo) e na articulação política, para ampliar a base de sustentação puxando para o centro", frisou. "Normalmente, nós, a parte mais à esquerda do PSB, a última coisa que iríamos querer é um candidato que nem o Alckmin, mas o que estamos discutindo é a existência da democracia. Vamos ter, sim, de ceder nos nossos pontos fundamentais. O centro de Alckmin é o centro político, não o Centrão", acrescentou.

Estratégica

No PT, a tarefa das lideranças políticas é quebrar resistências da militância ao nome de Alckmin antes que a chapa ganhe as ruas. O argumento é o mesmo: repetir o bordão de que, do ponto de vista da defesa da democracia, o mais importante é tirar o atual ocupante do Palácio do Planalto. Para isso, a aliança com o ex-governador de São Paulo é considerada estratégica e está acima de preferências ideológicas.

"Essa escolha consolida uma chapa muito forte e representativa do que nós queremos, que é convidar o Brasil para repactuar a democracia brasileira e fazer uma ampla frente para derrotar o bolsonarismo", destacou o deputado Henrique Fontana (PT-RS). "Ele vai ter um papel importante, como teve José de Alencar. A escolha dele mostra a vontade de dialogar com setores que não estiveram conosco nas últimas eleições." (VD e VC)

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