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Mesmo proibido, deputado Daniel Silveira vai a festa na Barra da Tijuca

Deputado está proibido pelo Supremo Tribunal Federal de participar de eventos públicos e de deixar a cidade de Petrópolis

Correio Braziliense
postado em 16/04/2022 06:00
 (crédito: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados)
(crédito: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados)

Proibido de participar de eventos públicos e de deixar a cidade de Petrópolis, na Região Serrana fluminense — a não ser para atividades que tenham ligação com o seu mandato —, o deputado federal Daniel Silveira (União Brasil) participou de uma festa na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, no último dia 9. O evento terminou em confusão, na qual o dono do estabelecimento foi agredido por dois policiais militares. Um deles estaria com o parlamentar.

A participação de Daniel Silveira na festa foi revelada pela TV Globo, que teve acesso a câmeras de monitoramento instaladas no local. Segundo a emissora, o parlamentar chegou à festa por volta das 16h. Não há informações sobre quando ele teria deixado o estabelecimento.

Os dois PMs acusados de agredir o dono do bar são lotados no 15º BPM (Duque de Caxias) e no Grupamento Aeromóvel. Segundo o empresário, pelo menos um deles seria amigo de Silveira. O parlamentar, contudo, não se envolveu na briga.

Em nota, a Polícia Militar informou que, "assim que o comando da corporação recebeu o vídeo do fato, os policiais militares foram identificados e convocados a depor". Segundo a PM, o empresário já prestou depoimento à Corregedoria, e um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado.

Daniel Silveira utiliza tornozeleira eletrônica por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No início do mês, a defesa do deputado solicitou uma perícia no equipamento alegando "anormalidades" e "comportamentos estranhos" da tornozeleira.

No pedido, um dos advogados de Daniel cita "suspeitas de manipulação" e solicita que o aparelho passe por perícia. Pede, ainda, que o trabalho não seja feito no Rio de Janeiro nem no Distrito Federal, em razão de "dúvidas sobre a imparcialidade do órgão nessas cidades".

Na última quarta-feira, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) do Distrito Federal informou ao STF que não há irregularidades no aparelho. Foi uma resposta a um pedido de Moraes para que o órgão relatasse se havia irregularidades e enviasse um relatório completo do monitoramento.

Segundo o documento da secretaria, o software de monitoramento envia automaticamente alertas vibratórios, sonoros e luminosos quando o equipamento atinge 20% da capacidade de carga da bateria.

Silveira foi preso em fevereiro do ano passado após divulgar vídeo com ameaças aos ministros do STF. Entre idas e vindas ao regime domiciliar, foi solto definitivamente em novembro, mas ficou submetido a uma série de medidas cautelares, incluindo a proibição de acesso a redes sociais e de contato com outros investigados nos inquéritos das fake news e das milícias digitais.

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