Ciro fala em escaramuça golpista

Correio Braziliense
postado em 01/05/2022 00:01
 (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Presidenciável pelo PDT, o ex-governador Ciro Gomes atacou o presidente Jair Bolsonaro (PL), ao chamá-lo de "bandido" e disparou contra apoiadores do chefe do Executivo que o hostilizaram num evento, na semana passada, em Ribeirão Preto (SP). "Eles começaram a insultar, a agredir, e eu andando, que é o que se recomenda. Faz de conta que não ouviu e sai andando, não tão depressa que pareça covardia nem tão lento que pareça provocação. Eles foram baixos, insultando e chegando mais perto fisicamente", relatou, na primeira Convenção Nacional dos Cristãos Trabalhistas do PDT, realizada, ontem, em Brasília.

Ciro ressaltou que a tendência é o clima piorar com a proximidade das eleições. "Daqui a pouco, vai ser com vocês (jornalistas), muito pior, porque o que está em massa no Brasil é um escaramuça golpista de natureza fascista, envolvendo generais, por enquanto, de pijama, mas alguns generais da ativa começam a dar opinião sobre o processo eleitoral", frisou. "Eu vou demarcar um campo contra isso, e não há bandido nazista, fascista, muito menos um bocó, bandidaço, como o Bolsonaro, que me iniba."

O ex-ministro também direcionou críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder das pesquisas de intenção de voto. Ele afirmou que não vai "se refugiar na bolha", como o petista, e disse não cogitar uma retomada de conversas com o PT, pois acredita que avançará ao segundo turno contra o ex-chefe do Executivo. "Eu vou para a rua. Não sou o Lula, não vou me refugiar na bolha. Vou para a rua, vou escalar o morro, vou para favela, vou para a praça pública, e eles que venham. Vamos ver como é que vai ser", destacou. "Aí, tem um palpite meu. Acho que estarei no segundo turno contra o Lula, então, não haverá entendimento com Lula, porque eu vou derrotá-lo no segundo turno. Meu plano é derrotar o fascismo corrupto do Bolsonaro, no primeiro turno, e derrotar a demagogia e apologia da ignorância corrupta que o Lula representa, no segundo turno."

Articulações

O pré-candidato também comentou sobre articulações para alianças políticas. Ele, que vem negociando com o PSD, recebeu elogios recentes do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Segundo o ex-governador, a conversa com o partido comandado por Gilberto Kassab é de longa data. Ele recordou que, nos pleitos municipais, apoiou candidatos da legenda.

"Na eleição passada, eu apoiei o (Alexandre) Kalil, prefeito de Belo Horizonte. E temos uma boa relação já muito explícita com o prefeito Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, ambos quadros do PSD. Sou amigo do Kassab, que já votou em mim numa dessas eleições que eu concorri à Presidência da República. Tenho tentado mostrar a eles que nós precisamos construir um caminho que não é um conchavo, é a ideia de um amplo e novo projeto nacional de desenvolvimento que reúna os interesses do Brasil. Quero juntar forças para isso", contou.

A Convenção Nacional dos Cristãos Trabalhistas do PDT é um movimento que visa aproximar o partido de evangélicos e católicos. O evento em Brasília reuniu, ainda, o presidente do partido, Carlos Lupi, e o pré-candidato ao Senado pela sigla Cabo Daciolo.

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