Defesa "de prontidão" no processo eleitoral

Correio Braziliense
postado em 04/05/2022 00:01
 (crédito: Minervino Júnior/CB/DA.PRESS)
(crédito: Minervino Júnior/CB/DA.PRESS)

O presidente do STF, Luiz Fux, também se encontrou, ontem, com o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira. O militar saiu do encontro sem falar com a imprensa. Por meio de nota institucional, o Supremo afirmou que as Forças Armadas estão "comprometidas com a democracia".

A reunião com o general estava marcada, inicialmente, para hoje, mas foi adiantada. "Durante o encontro, o Ministro da Defesa afirmou que as Forças Armadas estão comprometidas com a democracia brasileira e que os militares atuarão, no âmbito de suas competências, para que o processo eleitoral transcorra normalmente e sem incidentes", diz o comunicado do STF.

O encontro aconteceu em meio à crise entre os Poderes. A tensão com as Forças Armadas nasceu com a declaração do ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disse que os militares estão sendo orientados a desacreditar o processo eleitoral do Brasil.

O titular da Defesa respondeu prontamente. "Afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável e constitui-se em ofensa grave a essas Instituições Nacionais Permanentes do Estado Brasileiro".

O desgaste entre o Judiciário e as Forças Armadas veio se somar a outra polêmica recente, alimentada pelo presidente Jair Bolsonaro. O chefe do Executivo atacou novamente o sistema eleitoral, colocando em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas. E mencionou uma apuração de votos paralela, a ser feita também pelas Forças Armadas.

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