eleições

Filas e instabilidade

Apesar dos problemas no último dia de emissão do título e ajustes com a Justiça, TSE considera saldo positivo. Mais de 7 milhões de atendimentos foram registrados

Deborah Hana Cardoso Victor Correia
postado em 05/05/2022 00:01

Cidades de todo o país registraram, ontem, longas filas de pessoas que deixaram para o último dia a resolução de pendências com a Justiça Eleitoral e a emissão do título, que lhes permitirá participar das eleições de outubro. Além disso, o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou instabilidade devido ao grande número de acessos remotos, o que levou um grupo de parlamentares a solicitar ao presidente do TSE, ministro Edson Fachin, a prorrogação do prazo. O pedido foi negado.

Ao responder ao requerimento do senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) e dos deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e Felipe Rigoni (União Brasil-ES), Fachin argumentou que, segundo a Lei das Eleições, "nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos 150 dias anteriores à data da eleição".

Apesar da correria, o saldo foi considerado altamente positivo pelo TSE: mais de 7 milhões de atendimentos nos últimos 30 dias. De acordo com informações fornecidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), foram realizados 413.441 atendimentos presenciais e 602.429 remotos no DF. Dados do TSE mostram que, atualmente, aproximadamente 14 milhões de eleitores facultativos estão aptos a votar este ano, um peso de 9,4% no total de pessoas que comparecerão às urnas em outubro.

A campanha pela emissão do título mobilizou até astros de Hollywood — como os atores Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo —, além de estrelas da música — como a cantora Anitta. Isso irritou o presidente Jair Bolsonaro (PL), que trocou farpas com a brasileira pelas redes sociais.

"Fico feliz que tenha falado com um ator de Hollywood, Anitta, é o sonho de todo adolescente. Eu converso com milhares de brasileiros todos os dias. Não são famosos, mas são a bússola para nossas decisões, pois ninguém defende e sabe mais sobre o Brasil do que seu próprio povo", tuitou.

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