CURTIDAS

Correio Braziliense
postado em 08/05/2022 00:01

União de reclamações

A turma que seguiu para o União Brasil com promessas de financiamento da campanha eleitoral formou um muro de lamentações, esta semana, no plenário da Câmara. Nas conversas paralelas, os parlamentares do partido diziam que o vice-presidente Antônio Rueda simplesmente não atende as ligações dos deputados e se esquiva quando perguntado sobre os recursos, sob a guarda da irmã dele, Maria Emília, tesoureira da legenda com mais recursos de fundo partidário e eleitoral. A ansiedade está grande porque a campanha já entrou na agenda das excelências e é preciso montar estrutura. Muitos acham que quem já tem dinheiro e comitê de pé vai tomar eleitor de quem ainda não obteve os recursos da agremiação.

Só tem um probleminha: nenhum partido tem condições de abrir o cofre eleitoral agora. É possível repassar verbas apenas depois da conta de campanha aberta, o que só pode ocorrer no período oficial pré-eleitoral. Até lá, Rueda continuará dando várias desculpas às excelências.

Escondidinho de crise

Daqui até a eleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) dedicará grande parte de seu discurso a temas que não conversem diretamente com a crise econômica — caso da auditoria das urnas eletrônicas e o do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), por exemplo. Até agora, conseguiu. Foram dias de discussão sobre a graça concedida ao parlamentar, com os problemas na economia em segundo plano. A esperança dos estrategistas do presidente é que continue assim.

A guerra é mundial

Nos bastidores do Itamaraty, cresce a percepção de que a guerra na Ucrânia é um conflito entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). E embora esteja restrita ao território ucraniano neste momento, é preciso ficar de olho.

Pegada gospel

A nova versão de Sem Medo de Ser Feliz, jingle da campanha de Lula, de 1989, lançada no evento de confirmação da pré-candidatura, foi vista por evangélicos ligados ao PT como na medida certa para levar os fiéis a, pelo menos, prestar atenção no petista. Até aqui, Bolsonaro reina nesse segmento.

Por falar em "pegada"...

O PT acredita que o evento em São Paulo colocou o tom certo no discurso de Lula: comparar o que o brasileiro tinha acesso no governo petista, em termos econômicos, e o que tem hoje. Agora, será colocar essa narrativa no improviso, sem deslizes. A fala de ontem foi escrita. E tudo foi pensado para deixar o ato sem erros que pudessem levar a explicações ou desculpas.

Vestuário.../ O evento de lançamento da pré-candidatura Lula-Alckmin foi milimetricamente planejado. Vermelho, só o vestido de Gleisi Hoffmann, presidente do PT, e a echarpe de Dilma Rousseff (foto). Geraldo Alckmin, no vídeo, e Lula, no palco, estavam de "uniforme": camisa branca e paletó azul marinho. E no telão, a bandeira do Brasil.

... e movimento/ Os pré-candidatos ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB), ficaram em lados opostos do palco. França, sentado ao lado de Dilma, no espaço reservado às autoridades presentes. Haddad, na primeira fila, estrategicamente posicionado do lado em que estavam os líderes de movimentos sociais.

A hora dela/ A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Cristiane Britto, faz um pronunciamento hoje, às 20h45, em homenagem ao Dia das Mães, para dar uma pincelada nas ações do governo em sua área.

Por falar em mães.../ Fica aqui o meu abraço a todas as mães. Em especial, à minha, d. Paula. Feliz Dia das Mães!

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