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PL contraria Planalto e escolhe Lincoln Portela para eleição de vice da Câmara

Deputado Lincoln Portela (PL-MG) será o candidato oficial do partido de Jair Bolsonaro à 1ª vice-presidência da Câmara, em vez do Major Vitor Hugo (PL-GO), indicação do Planalto

Tainá Andrade
Deborah Hana Cardoso
postado em 24/05/2022 16:54 / atualizado em 24/05/2022 17:25
 (crédito: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados)
(crédito: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados)

O Partido Liberal, sigla de Jair Bolsonaro (PL), decidiu pelo nome de Lincoln Portela (MG) na disputa pela vaga da vice-presidência da Câmara dos Deputados. O cotado a preencher a vaga deixada por Marcelo Ramos (PSD-AM) era o Major Vitor Hugo (PL-GO), indicado pelo Planalto.

A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (24/5), em votação da sigla. Lincoln recebeu 22 votos contra 19 votos para Vitor Hugo, ex-líder do extinto PSL.

Apesar de ser o vice-líder do partido, o deputado afirma que não esperava pela indicação. “Eu não dei um telefonema, para nenhum parlamentar, nem para os parlamentares da bancada mineira. A realidade é que essa vaga de vice-presidente foi colocada à minha disposição para a disputa há mais ou menos duas, três horas atrás”, explicou.

Essa foi mais uma derrota no placar do deputado Vitor Hugo, que havia perdido a indicação para presidir a Comissão de Cidadania e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa. Portela, no entanto, elogiou a disputa acirrada com o oponente — em referência aos 19 votos que conquistou — e destacou que a verdadeira eleição será no Plenário.

“Vamos para a eleição do Plenário, porque a eleição e a decisão são só depois da apuração, mas foi uma excelente vitória. Agradeço muito ao partido, à unidade do partido, à maneira da condução das coisas. O Partido Liberal sempre agiu dessa maneira e avançaremos agindo assim”, ponderou.

Equilíbrio entre as forças

Sobre como será a postura se alcançar a vice-presidência, Portela defende que será de equilíbrio entre as forças e manterá o respeito a todos. “Então, quem me conhece aqui na Casa, nesses quase 24 anos, sabe muito bem dos meus posicionamentos. Eu tenho os meus posicionamentos pessoais, aquilo que eu acredito e os meus posicionamentos em relação aos que pensam de maneira diferente. Então, a minha postura na Casa é de buscar equilíbrio entre as forças que são divergentes pensando o Brasil, respeitando o Brasil, respeitando a opinião”, disse.

O papel do vice-presidente é comandar as sessões da Câmara ou do Senado na ausência dos presidentes das Casas, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), respectivamente. A escolha do novo vice deve ser articulada para colocar em cena alguém aliado ao Palácio do Planalto, já que o ex-vice, Marcelo Ramos (AM), saiu do PSL para o PSD e se tornou crítico do presidente Jair Bolsonaro (PL), dificultando a tramitação de pautas defendidas pelo governo.

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