CURTIDAS

Correio Braziliense
postado em 04/06/2022 00:01

Deixe para depois

Com o setor de serviços puxando o PIB para cima, muitos senadores consideram que não é hora de colocar na roda o texto da reforma tributária em tramitação no Senado. A Proposta de Emenda Constitucional 110 desagrada a uma parcela desse segmento. Melhor deixar a economia respirar mais um pouco e discutir uma mudança ampla na cobrança dos impostos só depois da eleição. O receio de muitos é de que, com a incerteza eleitoral, não dá para fechar um texto agora, a menos de quatro meses do pleito. Ninguém quer fazer marola que possa aumentar preços com eleição presidencial logo ali na frente.

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Em tempo: a avaliação dos governistas, por exemplo, é a de que ninguém tem bala para criticar o governo nesse campo da reforma tributária. O PT de Lula ficou no Executivo 14 anos e não fez a reforma. O MDB, de Simone Tebet, foi governo até 2018. Ciro Gomes é considerado o único que pode criticar abertamente nessa seara, porque, embora tenha sido ministro de Lula, não conseguiria sozinho puxar essa reforma.

PSDB demora, mas vai de Tebet

Federado com o PSDB, o Cidadania de Roberto Freire já fez chegar aos tucanos que o caminho da terceira via é a senadora Simone Tebet (MDB-MS). "Não tem mais espaço para alguém ficar discutindo se deve ter candidatura própria ou não", diz Freire.

Por falar em PSDB...

Os mais atentos consideram que o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, terá que ter muito sangue frio para evitar que a polarização nacional reforçada em todas as pesquisas não se repita por ali. A avaliação é de que, se o ex-ministro Tarcísio de Freitas, pré-candidato do Republicanos, ultrapassar Márcio França (PSB), a tendência é de repetição do cenário nacional.

É pegar ou largar

A saída para chegar ao segundo turno, avaliam os aliados de Garcia, é assumir a dor e a delícia de ser governo. Os tucanos raiz consideram que, até aqui, o governador está muito tímido na defesa das ações governamentais.

Veja bem

Nenhum governador de São Paulo ficou fora do segundo turno ao disputar a reeleição. E, de todos eles, apenas Márcio França perdeu, depois de João Doria colar sua campanha na onda de Jair Bolsonaro, em 2018.

De tédio, não morreremos/ No Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral em Curitiba, o futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, foi preciso ao dizer que o país vive o maior período de estabilidade democrática de sua história. "Não podemos confundir um período de estabilidade institucional com ausência de turbulência. A estabilidade institucional será mantida. Ninguém pode prever se haverá ou não turbulência."

Te cuida, Simone/ Ao participar da Conferência Internacional da Liberdade, ao lado do colega da Argentina Maurício Macri, o ex-presidente Michel Temer (foto) fez várias postagens em suas redes sociais. Chamou Lula para o ringue ao mencionar a reforma trabalhista e dizer que "Lula quer acabar com direitos dos trabalhadores". Nos comentários de suas postagens, vários pedidos de "volta, Temer". O emedebista vai ajudar Simone Tebet, mas não está completamente
fora do campo.

Parceria I/ O 17º Prêmio Engenho de Comunicação — O Dia em que o Jornalista Vira Notícia — celebrou parceria com o Conselho da Justiça Federal (CJF). O presidente do CJF e do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins, externou o apreço pela Imprensa e pelos valores da premiação, ao aprovar a cooperação. Criado em 2004 pela empresária e jornalista Kátia Cubel para distinguir jornalistas e veículos de comunicação que produzem notícias a partir de Brasília, o Prêmio Engenho de Comunicação tem como pilares os seguintes valores: liberdade de expressão, ética, transparência, democracia e cidadania. A cerimônia de entrega da premiação será em 19 de agosto. Os finalistas serão conhecidos nos próximos dias.

Parceria II/ Participa do Prêmio Engenho um júri de notáveis. Nesta edição de retomada do prêmio, suspenso dois anos por causa da pandemia, integram a comissão julgadora a ministra Cristina Peduzzi, do TST; o ministro Jorge Oliveira, do TCU; a procuradora-chefe do MPDFT, Fabiana Barreto; o ministro apoesentado do TSE Carlos Mário Velloso Filho; o mestre em Comunicação Bruno Nalon; e os juristas Eliziane Carvalho, do Sistema CNA-SENAR, e Marcus Vinícius Furtado Coelho, do Conselho Federal da OAB.

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