COMBUSTÍVEIS

Bolsonaro: país pode trocar comida por diesel em caso de desabastecimento

O presidente ainda falou sobre a proposta de zerar ICMS e compensar governadores. Caso a proposta seja aprovada, o líder do Executivo apontou que a gasolina cairia R$ 0,79 centavos, o litro

Ingrid Soares
postado em 07/06/2022 15:57 / atualizado em 07/06/2022 16:12
"Logicamente, que se esta guerra acabar lá fora, tudo no meu entender volta à normalidade", disse Bolsonaro - (crédito: ISAC NOBREGA)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (7/06) que, em um eventual caso de desabastecimento de diesel no mercado interno, o Brasil poderá "partir para o escambo", trocando alimentos por diesel.

"Vou falar um absurdo para você aqui. Podemos partir para o escambo, a troca. Tem país que refina petróleo e tem diesel em abundância, nós temos alimentos. O que é mais importante, alimento (combustíveis) ou comida? Os dois são importantes. Mas a comida é mais importante", apontou em entrevista ao SBT News.

O presidente disse ainda que o país deve voltar à normalidade "em meu entender" — em relação ao abastecimento de combustível — com o fim da guerra da Rússia na Ucrânia.

"Nós alimentamos mais de 1 bilhão de pessoas mundo afora. Então, nós damos garantia alimentar para nós e para grande parte da população mundial. Então, nós temos como medidas partir, até mesmo, para o escambo. Logicamente, que se esta guerra acabar lá fora, tudo no meu entender volta à normalidade".

Bolsonaro ainda defendeu a construção de refinarias. "Neste momento, acredito que nós deveríamos colaborar (para) fazer refinarias no Brasil, para daqui a 4, 5, 6 anos não estejamos passando uma crise como estamos passando agora. Se lá fora não tiver refino, vai faltar diesel no mundo todo", completou.

O presidente também falou sobre a proposta de zerar impostos sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e compensar governadores.

"Uma tremenda de uma proposta apresentamos. No tocante à gasolina, eu vou zerar o PIS, Cofins e Cide, impostos federal, da gasolina. Aí se abaixa imediatamente R$ 0,79 centavos no litro da gasolina. A questão do álcool, vamos fazer a mesma coisa. Não vai ter imposto federal no álcool".

Já em relação ao diesel, parte da perda de arrecadação dos governadores seria paga pelo Tesouro.
"O que nós propusemos agora? A parte do ICMS que vai para os governadores, não vai mais. Essa parte quem vai pagar sou eu. Você abaixa o preço do combustível na ponta lá. Então, para o diesel a sugestão é essa", concluiu.

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