Escândalo no MEC

CPI do MEC: Randolfe busca 30 assinaturas para ter "margem de segurança"

O número mínimo necessário para abertura da comissão é 27. Segundo a assessoria do parlamentar, ele tem 28 nomes confirmados até o momento

Tainá Andrade
postado em 23/06/2022 20:09 / atualizado em 23/06/2022 20:09
 (crédito:  Jefferson Rudy/Agência Senado)
(crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) segue em busca de mais assinaturas para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério da Educação. Mesmo após conseguir o número mínimo necessário, 27, o senador quer garantir uma “margem de segurança” para substituir desistências que possam surgir após pressão do governo federal. 

A assessoria do senador confirmou o 28º apoio: Izalci Lucas (PSDB-DF).  A prioridade de Randolfe é a confirmação de mais duas assinaturas para fechar 30 nomes na lista de abertura da CPI do MEC, que pretende investigar as denúncias de corrupção de pastores no Ministério da Educação.

Os parlamentares cobiçados são Marcelo Castro (MDB-PI) e Otto Alencar (PSD-BA), com quem Randolffe já tem conversado. Outro nome que está na negociação é o de Alexandre Silveira (PSD-MG). O senador substituiu a vaga de Antonio Anastasia (PSD-MG), quando assumiu o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Seu nome foi cotado para o líder do governo de Bolsonaro no Senado, que acabou entregue a Carlos Portinho (PL-RJ).

“Há um trabalho da base do governo para que não ocorra a CPI”, disse Castro. No entanto, o senador acredita que os nomes que poderiam sair já se retiraram. De acordo com ele, foram Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Weverton Rocha (PDT-MA).

A meta do senador é chegar a 30 nomes, até o momento Randolfe conquistou uma assinatura a mais que a necessária para a abertura. Izalci Lucas foi o 28º. As conversas seguem, inclusive com nomes da base do governo

 


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