Eleições 2022

Após Lula falar em picanha, Bolsonaro reage: 'Não tem filé pra todo mundo'

Bolsonaro fez duras críticas ao ex-presidente Lula. De acordo com o presidente, entrevista de Lula no Jornal Nacional foi 'conversa mole'

Ana Mendonça - Estado de Minas
postado em 26/08/2022 17:32 / atualizado em 26/08/2022 17:43
 (crédito: Reprodução/TV Globo)
(crédito: Reprodução/TV Globo)

Depois da entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato ao Planalto, no Jornal Nacional, o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, chamou a sabatina de “conversa mole”.

"Acreditar nessa conversa mole de: 'Você vai ter tudo, eu vou passar a gasolina para R$ 3, vai todo mundo comer picanha todo fim de semana'. Cola isso? Não tem filé mignon para todo mundo", disse Bolsonaro durante evento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O presidente ainda ironizou fala de Lula, que disse, durante sabatina, que iria “conversar” com todos os deputados e não usaria moedas de troca com o Centrão. Para Bolsonaro, a relação com o Congressso é uma "dificuldade".

"Muita gente boa aqui sabe como é a dificuldade [da relação] Executivo-Legislativo. Não é esse papinho [do Lula] de ontem: 'Eu vou conversar'. Conversar p... nenhuma. Acha que, ali [no Congresso], tá todo mundo na farra pra ser cantado, pra levar pra casa? Não é assim que funciona o negócio. Na prática, a realidade é uma coisa bem diferente", afirmou.

Bolsonaro ainda comentou sobre a declaração de Lula sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Durante entrevista, o ex-presidente chegou a convidar a apresentadora Renata Vasconcellos para conhecer a produção de alimentos feita pelo movimento.


"Pacificamos o campo titulando terras. Eu vi o Lula falando ontem: 'temos um novo MST'. Aí você vai modificar o DNA da cobra, da sogra? Isso é humor, pra deixar bem claro", disse.

O chefe do Executivo federal também defendeu suas ações durante a pandemia de COVID. E criticou Lula pelos seus posicionamentos.

Bolsonaro defendeu, mais uma vez, o uso de remédios sem eficácia contra COVID.

"Fiz o contrário, fui pra rua, de moto, pela periferia de Brasília. Sem máscara. Pra mostrar pro povão que, na minha idade, com o preparo físico que eu tinha, não tinha problema nenhum”.

 

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