Manaus

Bolsonaro sobre eleições: 'Divisor entre o progresso e o vale tudo'

Lembrando discurso na ONU no último dia 20, Bolsonaro disse ainda que em seu governo "não existe a figura do politicamente correto"

Em comício em Manaus na noite desta quinta-feira (22/9), o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o próximo dia 2 de outubro será "um divisor entre a ordem e o progresso e a desordem e o vale tudo para o lado de lá", apontou em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que segue na liderança das pesquisas de intenção de voto. Bolsonaro também acenou a pautas ideológicas.

"Estamos aqui, muita gente até esbanjando alegria. Mas o momento é de extrema responsabilidade. Sabemos o que está em jogo no próximo dia 2 de outubro. Do lado de lá, um cara que fala que vai censurar a mídia, do lado de cá, um cara que defende a liberdade de imprensa. Do lado de lá, um cara que fala que os valores familiares são coisa do passado, do lado de cá, alguém que defende a família como a base da sociedade".

"Do lado de lá, tem um cara que quer liberar as drogas. Do nosso lado, tem uma pessoa que diz que jamais liberaremos as drogas no nosso país. Do lado de lá, uma pessoa que diz que vai legalizar o aborto. Do lado de cá, tem uma pessoa que diz que respeita a vida desde a sua concepção", completou.

Bolsonaro emendou ainda que "há uma diferença enorme" entre ele e Lula. "Também uma outra diferença: Para o lado de lá não respeitam a liberdade religiosa de ninguém. Na Nicarágua, estão prendendo padres e expulsando freiras e o cara diz que não tem que ficar metendo o nariz nessas questões", criticou, lembrando ter oferecido asilo no Brasil aos religiosos

O chefe do Executivo voltou a chamar o petista de "bandido de nove dedos" e alegou que o mesmo fez campanha para Chávez e Maduro e que, com a chegada do "comunismo", a Venezuela vive abaixo da linha da pobreza.

"Não queremos isso para o nosso Brasil. Onde o comunismo entra, entra a desgraça, a pobreza, a miséria e a fome. Não queremos isso para o nosso Brasil. Então, o próximo dia 2 de outubro é um divisor entre a ordem e o progresso e a desordem e o vale tudo para o lado de lá. Nós sabemos o que nós queremos. Vocês sabem o que tem que fazer e devem se empenhar em eleger pessoas que tenham um compromisso de verdade com o futuro do seu país", continuou, pedindo votos a candidatos aliados como Wilson Lima (UB) para a reeleição. 

Lembrando discurso na ONU no último dia 20, disse que em seu governo "não existe a figura do politicamente correto".

"Aqui, por parte desse governo, não existe a figura do politicamente corretamente. Aqui é Brasil acima de tudo e sempre Deus acima de todos", ressaltou, sendo ovacionado por apoiadores.

Bolsonaro ainda teceu indiretas ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que "o bem maior que nós podemos ter aqui é a nossa liberdade tão ameaçada nos últimos dias". "Tenho certeza que após a eleição tudo será diferente nós vamos fazer valer o que está escrito na nossa Constituição".

Por fim, pediu voto a ele próprio aos simpatizantes e apelou para que façam virada de votos com quem "pensa diferente". "Eu peço a vocês, mais do que votar 22 no dia 2 de outubro agora, converse com quem pensa diferente para mudar seu posicionamento para o lado correto". "Eu tenho certeza que serei reeleito com o apoio de vocês no primeiro turno", concluiu.

Datafolha

O Instituto Datafolha divulgou, na noite desta quinta-feira (22/9), uma nova rodada da pesquisa que analisa a preferência dos eleitores em relação aos candidatos à Presidência da República. O ex-presidente Lula (PT) oscilou dois pontos para cima, e marcou 47%. Jair Bolsonaro (PL) se manteve com 33%. Entre os votos válidos, onde são desconsiderados brancos e nulos, o petista atinge 50% e pode vencer no primeiro turno.

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