Eleições 2022

Lula sobre direitos de resposta no TSE: "Eu disse que não tem acordo"

Ex-presidente afirmou nesta sexta (21/10) que não abre mão dos direitos de resposta. Ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, busca firmar um acordo entre as campanhas de Lula e Bolsonaro

Victor Correia
postado em 21/10/2022 16:34 / atualizado em 21/10/2022 16:35
 (crédito: Reprodução/Youtube @Lula)
(crédito: Reprodução/Youtube @Lula)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (21/10) que, em relação aos direitos de resposta concedidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à campanha, "não tem acordo". O TSE irá analisar, à meia-noite, a suspensão dos 184 direitos de resposta, que efetivamente reduziriam quase metade do tempo de propaganda eleitoral do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Houve uma proposta de acordo, e eu disse que não tem acordo. Se nós ganhamos 184 [inserções] e perdemos 14, ele [Bolsonaro] que utilize os nossos 14 e nós utilizamos os 184 dele", respondeu o candidato em coletiva de imprensa em Juiz de Fora, Minas Gerais, após ser questionado sobre os direitos de resposta.

Lula também informou que um advogado da sua campanha irá se encontrar com o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, ainda hoje, para debater o problema. O magistrado tenta que os dois lados abram mão dos direitos de resposta e deixem de se atacar nas propagandas em prol de uma campanha mais propositiva.

"Eu não sei se o advogado já esteve lá, se já teve acordo. Mas de qualquer forma eu tenho dito. Ontem, a gente teve uma reunião da minha campanha, a gente não pode entrar no jogo rasteiro do Bolsonaro. A gente não pode fazer o jogo, ficar respondendo coisa que é uma bobagem que ele fala. É tudo o que ele quer", afirmou Lula. 

Campanha em Minas Gerais

A ministra do TSE Maria Claudia Bucchianeri concedeu a Lula 184 inserções de 30 segundos cada, e 14 a Bolsonaro, na quarta-feira (19). Um dia depois, contudo, ela suspendeu a decisão para levar a análise ao plenário da corte eleitoral. Como a próxima reunião presencial será apenas na semana que vem e o tema é considerado urgente pela proximidade com o pleito, o plenário fará uma sessão virtual para deliberar sobre o caso. 

Na reta final para o segundo turno, marcado para o próximo dia 30, as duas campanhas têm intensificado os ataques. A campanha de Lula se recusa a abrir mão do tempo de propaganda ganho, e a de Bolsonaro pressiona o TSE para não perder as inserções.

Também estiveram na coletiva de imprensa a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e a deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP). Os três estiveram juntos nesta manhã em Teófilo Otoni, interior de Minas, onde realizaram uma passeata pelas ruas da cidade. Agora à tarde, farão o mesmo em Juiz de Fora.

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