XXXXXXXXXXX (partido) foi eleito como o novo governador do Rondônia com xxxxx% dos votos válidos. Com xxxx% das urnas apuradas, XXXXX venceu a eleição contra o candidato XXXXXXXXX (partido), que obteve xxxxxx%.
A disputa estava acirrada no estado. Apenas a última pesquisa Ipec de intenções de votos, divulgada neste sábado (29/10), mostrava o candidato Marcos Rogério (PL) à frente da disputa pela primeira vez, com 52% dos votos, seguido por Coronel Marcos Rocha (União Brasil), com 48%.
A pesquisa ouviu 800 pessoas entre os dias 27 e 29 de outubro em 26 municípios de Rondônia. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número RO-09898/2022 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03622/2022.
APAGAR O PERFIL DO PERDEDOR
Quem é Coronel Marcos Rocha (União Brasil)?
Natural do Rio de Janeiro, Marcos Rocha, 54 anos, mudou-se para Rondônia aos 21 anos de idade, quando prestou concurso para oficial da Polícia Militar de Rondônia (PMRO), no qual é atualmente Coronel.
Formado em administração pela Faculdade São Lucas (FSL), trabalhou como professor titular na mesma instituição entre 2005 e 2008, e especializou-se em Metodologia do Ensino Superior no ano de 2006. Atuou também como diretor do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Rondônia, como Secretário Municipal de Educação de Porto Velho (Semed) e ocupou o cargo titular na Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) em Rondônia.
Em 2018, entrou para a política como candidato ao governo do estado de Rondônia pelo Partido Social Liberal (PSL), com empresário Zé Jodan como vice. Foi eleito no segundo turno com 66,34% dos votos contra o candidato do PSDB, Expedito Júnior.
Em 2019, o advogado Caetano Vendiamiatti Netto, do município de Vilhena, protocolou um pedido de impeachment contra Marcos Rocha na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO). O jurista afirmou na denúncia que o governador violou a Constituição Estadual ao promover 16 nomeações de presidentes e dirigentes de autarquias e fundações do Estado sem que os nomes tivessem sido aprovados pelo poder legislativo, como prevê a constituição do estado. O advogado solicitou ainda o impedimento das nomeações, tornando todos os atos nulos, e que o governador fosse afastado imediatamente do cargo.
O pedido de impeachment de Marcos Rocha foi lido na sessão da Assembleia Legislativa de Rondônia do dia 24 de abril de 2019 e seguiu para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação (CCJR) da casa. Os membros da Comissão decidira, em 13 de agosto de 2019, por unanimidade, pela rejeição e arquivamento do pedido de impeachment, sob a justificativa de que o governador não agiu de má-fé, já que ele teria exonerado os nomeados e, posteriormente, os nomes teriam sido aprovados pelos deputados.
Quem é Marcos Rogério (PL) ?
Nascido em Ji-Paraná (RO), Marcos Rogério, 44 anos, é jornalista e radialista, formado em Direito pela Universidade Luterana do Brasil (CEULJI/ULBRA), e mestre em Administração Pública pelo IDP. É cristão evangélico, membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
Iniciou a carreira política em 2009, quando foi eleito vereador de Ji-Paraná. Em 2011, foi eleito deputado federal, e reeleito para o mesmo cargo em 2014. Em 2018, foi escolhido senador pelo estado.
No senado, foi presidente da Comissão de Infraestrutura no biênio (2019/2020). Atualmente faz parte da Comissão de Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Governo Federal, bem como o uso dos recursos federais por Estados e Municípios.
Como deputado, foi membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania; da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), e suplente das Comissão Mista de Orçamento (CMO) e Comissão de Legislação Participativa (CLP) e também foi vice-líder do PDT na Câmara.
No cargo, votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff. No governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos. Em 2017, foi favorável à Reforma Trabalhista e do processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer.
Como foi a corrida eleitoral?
Na corrida para ocupar o Palácio Rio Madeira, em Rondônia, os candidatos Coronel Marcos Rocha (União Brasil) e Marcos Rogério (PL), ambos aliados do presidente Jair Bolsonaro, se mantiveram empatados nas intenções de votos, de acordo com as pesquisas eleitorais.
No primeiro turno, Coronel Marcos Rocha obteve 330.656 votos (38,88%) e Marcos Rogério recebeu 315.035 votos (37,05%).
Rondônia, por ser um dos estados mais bolsonaristas do país, rendeu uma disputa pela imagem de candidato mais próximo do presidente da República.
Rocha integrou a comitiva de seis governadores que foram a Brasília cinco dias após o primeiro turno para declarar apoio a Bolsonaro no segundo turno.
Já Rogério tentou barrar a vinculação da imagem do adversário à do presidente no material de campanha. O pedido foi aceito pela Justiça Eleitoral no dia 12 de outubro. Para assumir uma posição neutra, antes de sair a decisão, Jair Bolsonaro chegou a gravar um vídeo dizendo autorizar que ambos usassem seu nome.